Andre Lessa/AE
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PT pede união para desbaratar 'manobra' contra Lula

Em vídeo, presidente nacional da sigla, Rui Falcão, recomenda atenção à militância para tentativa da oposição de usar encontro com Gilmar Mendes para 'comprometer' o ex-presidente

Daiene Cardoso, da Agência Estado

29 de maio de 2012 | 16h48

O presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP), pediu nesta terça-feira, 29, união da militância petista para "desbaratar" o episódio em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é acusado de tentar interferir no julgamento do mensalão através do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Para ele, trata-se de uma manobra da oposição para tirar o foco da possível convocação do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), pela CPMI do Cachoeira.

Em vídeo de dois minutos divulgado nesta tarde, Falcão diz que a polêmica sobre o encontro entre Lula e Mendes em abril ocorre no momento em que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira se prepara para convocar Perillo (PSDB).

Segundo Falcão, Perillo estaria "envolvido em graves denúncias de participar da organização criminosa". "Evidente que se tenta embaralhar as conclusões da CPMI do Cachoeira. Todos sabem que essa CPMI (...) pretende desvendar todos os crimes da organização criminosa que se formou com uma base muito forte no Estado de Goiás", afirma o dirigente petista.

Falcão recomenda que a militância petista fique "atenta às manobras" da oposição, a qual estaria "tentando comprometer" o ex-presidente Lula com um encontro com Gilmar Mendes. O presidente da sigla lembra que a versão de que Lula teria oferecido blindagem a Mendes na CPMI em troca de um acordo para adiar o julgamento do mensalão, relatada pelo ministro do STF, foi desmentida pelo ex-ministro da Defesa e do STF, Nelson Jobim. "Portanto, militância do PT, vamos ficar atentos, vamos desbaratar mais essa manobra daqueles que querem desmoralizar o PT, o presidente Lula, com nítidos objetivos eleitoreiros também", conclui.

No vídeo, Falcão acrescenta que os ministros do STF não são suscetíveis a pressão externa e que espera da Corte um julgamento objetivo com base nos autos processuais. "É preciso que se diga que os ministros do Supremo não são suscetíveis a pressão e que seus julgamentos são sempre pautados pelos autos. É o que se espera, inclusive, que eles façam quando do julgamento do processo do chamado mensalão", afirmou.

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