Celso Junior/AE
Celso Junior/AE

PT pede mobilização e combate rumores de apoio ao aborto

O tom da reação à queda nas pesquisas foi discutido com Lula antes das gravações feitas ontem em Brasília

Vera Rosa, Tânia Monteiro / BRASÍLIA ,

29 de setembro de 2010 | 04h07

Uma carta à militância do PT, divulgada ontem pelo presidente José Eduardo Dutra no site do partido, pede que cada um "pegue sua bandeira" e "vá para as ruas defender nossa candidata".

 

Foi a reação da cúpula da campanha e Dilma Rousseff a dois fatos ovos da disputa: a disseminação de boatos segundo os quais ela seria a favor do aborto e os números de nova pesquisa Data folha que reduziram sua vantagem sobre os demais candidatos a apenas dois pontos porcentuais. Somados, os dois fenômenos poderiam, de fato, ameaçar sua vitória no primeiro turno.

Pouco antes de gravar, ontem, o último programa de TV de Dilma, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez reunião com a cúpula da campanha para dar o tom da reação.Embora as sondagens internas da campanha sejam bem mais otimistas e mostrem que a candidata do PT continua com grande chance de ganhar no primeiro turno, ps dirigentes sabem que ela sofreu um revés.

 

Dilma vai se reunir com religiosos, em seu escritório no Lago Sul,em Brasília.Segundo Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula, padres e pastores pediram a conversa, sob o argumento de que boatos contra a petista têm sido disseminados por fiéis e ninguém sabe de onde vêm.

Além da questão do aborto,circulam nas igrejas e nos templos rumores de que a candidata teria afirmado que "nem Jesus Cristo" tira dela a vitória.

Dilma, porém, nunca disse esta frase.

 

Na conversa de ontem com Dilma, o ministro Franklin Martins (Comunicação Social) e o presidente do PT, José Eduardo Dutra,na produtora do publicitário João Santana, Lula chegou a cogitar a possibilidade de incluir em seu depoimento - gravado para o último programade TV - um apelo para que os eleitores não se deixem levar por boatos. A manifestação acabou não sendo incluída, as ainda pode mudar."Estamos muito confiantes de que vamos colher no domingo, dia da eleição, o que plantamos nesses oito anos", resumiu o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

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