PT pede direito de resposta contra o PSTU por vincular Haddad à corrupção

Partido vincula o nome de Haddad ao deputado federal Paulo Maluf (PP) e ao mensalão

Bruno Lupion, de O Estado de S. Paulo

22 de agosto de 2012 | 22h28

Os advogados do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, entraram na tarde desta quarta-feira, 22, com duas representações na Justiça contra as inserções no horário eleitoral da candidata do PSTU, Ana Luiza Figueiredo, e do PPS, Soninha Francine.

Contra o PSTU, os advogados do PT pediram direito de resposta, alegando que as inserções do partido sugerem que Haddad seria corrupto. No programa, o PSTU vincula o nome de Haddad ao deputado federal Paulo Maluf (PP) e ao mensalão e diz todos estariam envolvidos com a corrupção. Se a Justiça decidir que o pedido procede, Haddad ganharia tempo dentro do programa do PSTU para se defender.

Contra o PPS, a banca jurídica que assessora Haddad alegou que foram utilizadas cenas externas, permitidas apenas no horário eleitoral fixo, e não nas inserções. No programa, Soninha aparece andando de bicicleta em uma rua. A punição, nesse caso, seria a suspensão daquela inserção específica.

Também na tarde desta quarta, o PSDB moveu uma representação contra as inserções do PT transmitidas na terça-feira, 21, apontando o uso de cenas externas de Haddad. A campanha tucana alega que as imagens do petista discursando na convenção do PT que homologou a sua candidatura, utilizadas nas inserções, se enquadrariam na categoria de cena externa.

O advogado Fernando Neisser, que integra a defesa jurídica de Haddad, afirma que o argumento da campanha tucana seria descabido, pois as imagens foram gravadas dentro de um centro de convenções, e diz que recorrerá caso a Justiça acolha o pedido do PSDB.

No caso, a Justiça deverá esclarecer se cena externa significa qualquer captação em vídeo fora de estúdio ou apenas captações em áreas abertas.

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