PT paulista apóia antecipação da eleição interna para este ano

De acordo com as normas do estatuto, as escolhas deveriam ser feitas apenas em 2008

Clarissa Oliveira, do Estadão,

05 de agosto de 2007 | 20h05

O PT paulista confirmou no fim da tarde deste domingo, 5, o apoio à proposta de antecipar para o fim deste ano a escolha de todas as direções do partido. De acordo com as normas do estatuto, as escolhas deveriam ser feitas apenas em 2008. Durante a etapa estadual do 3º Congresso da legenda, realizada neste fim de semana na capital paulista, 710 dos 1.290 delegados que compareceram à votação foram favoráveis a que a escolha das novas direções ocorra entre fim de novembro e começo de dezembro. Os contrários totalizaram 573(44,4%) e 7 votos brancos e nulos foram computados.  Berzoini, em outra ocasião, negou que a antecipação das eleições seja uma tentativa de encurtar seu mandato, como desejavam setores do PT contrários ao seu grupo, o antigo Campo Majoritário, e afirmou apoiar a iniciativa. O deputado teve seu nome envolvido na compra de um suposto dossiê contra adversários do PSDB nas eleições de 2006.  A decisão não é determinante para que a eleição de fato seja realizada este ano, já que somente a etapa nacional do Congresso, marcada para o fim deste mês, baterá o martelo em relação ao assunto. Ainda assim, a etapa paulista ajuda a trazer ânimo aos apoiadores da proposta. Isso por que, no Estado de São Paulo, são escolhidos entre 30% e 40% do total de delegados do Congresso Nacional.  Neste domingo, os delegados que participaram do encontro já haviam votado a proposta por meio de um sistema em que cada um levanta um cartão para manifestar o apoio ou rejeição. A dificuldade de determinar visualmente qual posição obteve maioria levou a direção do Congresso a buscar a confirmação por meio do voto em urna.  O PT paulista também aprovou a proposta de reduzir de três para dois anos a duração dos mandatos dos dirigentes. Nesse caso, a sugestão recebeu 665 votos a favor e 618 contra. Brancos e nulos totalizaram 7 votos.  A etapa paulista do Congresso escolheu ainda os 264 delegados que sairão do Estado para compor o Congresso Nacional. O antigo Campo Majoritário, tendência integrada por nomes como o ex-ministro José Dirceu e o presidente da legenda Ricardo Berzoini, ficou com 112 vagas. O grupo Novo Rumo, composto em boa parte por dissidentes do Campo ligados à ministra Marta Suplicy, terá 51 representantes no Congresso.  A terceira corrente com maior expressão na votação foi o PT de Luta e de Massa, ligado à família Tatto, com 35 votos. O grupo Mensagem ao Partido terá 26 delegados. O Movimento PT, grupo do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, ficou com 20 delegados. Já a Esperança é Vermelha, representada por nomes como Valter Pomar, terá 10 representantes. As demais correntes terão, juntas, 10 delegados.

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