PT no Senado decide manter rodízio nos cargos da mesa

A bancada do PT no Senado decidiu hoje estender o critério do rodízio para os cargos do partido na mesa diretora da Casa e nas presidências das comissões permanentes. Não houve consenso na disputa entre os parlamentares que cobiçavam os cargos. Além disso, o PT ainda precisa resolver o impasse criado pelo PMDB, que não aceitará mais a regra do maior bloco para a escolha das comissões.

ANDREA JUBÉ VIANNA, Agência Estado

27 de janeiro de 2011 | 19h29

Com o rodízio, ambos os postulantes do PT à primeira-vice-presidência, Marta Suplicy (SP) e José Pimentel (CE), ocuparão o cargo por um ano cada um. Eles vão decidir entre eles quem dará início ao revezamento. A mesma regra se aplicará a Eduardo Suplicy (SP) e Delcídio Amaral (MS), que pleiteiam a presidência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Por enquanto, o senador Lindberg Farias (RJ) é o único postulante do PT à presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado.

Solucionadas as disputas dentro da bancada, caberá ao líder do PT, Humberto Costa (PE), tentar se entender com o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL). Se for mantida a regra de que o bloco prevalece na escolha das comissões, o PMDB ficaria menor e correria o risco de perder o comando da Comissão de Constituição e Justiça. No entanto, Costa já adiantou que o PT aceita que essa comissão fique com o PMDB.

O PT negocia a formação de um bloco com PDT, PSB, PCdoB, PR e PRB. Se a formação do bloco for concretizada, o PT pode contar com 30 senadores, grupo bem maior que o PMDB, que tem 20 parlamentares.

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