PT nega ter se omitido sobre cassação de Donadon

Na tarde desta quinta, 29, a bancada do PT divulgou nota dizendo que não se omitiu em nenhuma fase do processo contra Donadon e que o sentimento geral entre os petistas era favorável à perda de mandato do deputado preso no Complexo Penitenciário da Papuda há dois meses. "A bancada do PT sozinha não consegue dar vitórias a ninguém, muito menos a Natan Donadon", diz a nota assinada pelo líder José Guimarães (CE).

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

29 de agosto de 2013 | 19h38

O petista afirma que 78 deputados do partido estavam presentes na sessão, mas 11 não votaram. Os outros 10 parlamentares da bancada não estavam em Brasília por motivo de saúde ou missão oficial. "As ausências se deram em todas as bancadas e por isso repudiamos qualquer tipo de insinuação ou afirmação de que tenhamos feito algum acordo em relação à votação em questão", declara.

Deputados e lideranças partidárias na Câmara dos Deputados passaram o dia dando explicações sobre a votação que manteve o mandato parlamentar de Natan Donadon (sem partido-RO). Na sessão da noite de quarta-feira, 28, 233 deputados votaram pela cassação de Donadon, quando o mínimo necessário era de 257 votos favoráveis. O painel registrou 131 votos contra a cassação e 41 abstenções.

PSD

No PSD, o líder Eduardo Sciarra (PR) tentou justificar sua ausência alegando que estava em um compromisso previamente agendado, mas reforçou que votou a favor da cassação de Donadon na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na última semana. O partido reclamou da contagem dos deputados presentes na Casa. "Esclarecemos que o painel utilizado para a contagem de presentes na Casa, aberto às 14 horas, não foi zerado para a sessão extraordinária, confundindo a imprensa e formadores de opinião sobre o número de votos que deveriam ser contabilizados durante o processo. Muitos parlamentares registraram presença durante o dia e seguiram viagem antes das 20h30, horário em que a votação foi iniciada, para seus respectivos Estados, afim de cumprir compromissos oficiais, previamente agendados", destacou.

Obstrução

O PPS e o DEM defenderam a obstrução de todas as votações da Câmara até que seja aprovada a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim do voto secreto em sessões de cassação de mandato. "Além da jabuticaba, temos agora outra exclusividade no Brasil: o deputado em exercício de mandato e preso", ironizou o presidente do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP).

O partido de Freire anunciou que, assim como o PSDB, entrará com um mandato de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para anular o processo que culminou com a absolvição de Donadon em plenário. Para a sigla, cabia à Mesa Diretora da Câmara apenas declarar a perda do mandato e não submetê-lo a julgamento de seus pares, uma vez que Donadon teve seus direitos políticos suspensos após a condenação por peculato e formação de quadrilha.

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