PT nega relação de analista da Receita com campanha

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, afirmou hoje que se houve de fato acesso imotivado por parte do analista tributário Gilberto Souza Amarante aos dados fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, ele terá que arcar com as consequências, sendo objeto de inquérito pela Receita e, caso seja confirmado o ilícito, a exclusão dos quadros do partido. Dutra disse que as primeiras informações obtidas junto ao presidente do PT de Minas, Reginaldo Lopes, são de que de fato o analista é filiado ao PT, embora não seja conhecido pelo presidente do PT em Arcos e que, por isso, não deve ser militante do partido.

FABIO GRANER E TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

05 de setembro de 2010 | 19h16

"Ele é analista da Receita. Em se comprovando que houve acesso imotivado, além de responder a processo na Receita, ele será objeto de um processo de ética do partido, porque o PT não concorda com esse tipo de prática, se choca frontalmente com nossos estatutos e nosso código de ética. Em se comprovando que ele acessou isso de forma imotivada ele será excluído dos quadros do PT", disse Dutra, que desvinculou o episódio do processo eleitoral. "Ele não tem nenhuma relação com a campanha. Nenhum de nós o conhece, nem os dirigentes do PT de Arcos o conhecem e estamos aguardando mais informações a respeito de quem é o Gilberto", acrescentou, lembrando que o PT tem 1,2 milhão de filiados.

Dutra reconhece que o fato de Amarante fazer parte do partido causa constrangimento ao partido, mas reiterou que não há qualquer vinculação com o pleito deste ano. "É claro que a oposição vai fazer mais um estardalhaço com isso. Mas o que temos mostrado é que isso não tem nenhuma vinculação com a campanha", disse, destacando que o acesso aos dados feitos pelo analista foi em abril de 2009.

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