PT não tem plano B, tem plano L, de Lula, diz Palocci

O Partido dos Trabalhadores (PT) não tem um plano B caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva opte por não se apresentar como candidato às reeleições em outubro e o partido tenha de buscar um outro nome. A declaração é do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, que está em Moscou para reuniões com o G8, grupo das maiores economias do mundo e a Rússia. "Não existe um Plano B. O que temos é um Plano L, de Lula?", disse Palocci, que já na sexta-feira defendeu abertamente que o presidente começasse a organizar a campanha e que não esperasse até junho para fazer isso. "Sempre existe a possibilidade de Lula não ser candidato. Isso é uma coisa pessoal. Se ele decidir que não é, não será. Mas eu não ouvi nenhuma voz nos partidos aliados e nem no PT que não o de apoio para que ele seja o candidato. Não vejo nenhuma tendência contrária?", afirmou Palocci. Ele ainda rejeitou categoricamente uma eventual candidatura sua à presidência. "De forma alguma farei isso. Insisto que vou continuar como ministro da Fazenda. Pretendo continuar meu trabalho, independente da candidatura de Lula", disse. Palocci ainda voltou a dizer que não será o coordenador da campanha de Lula. Na avaliação do ministro, não serão os avanços dos escândalos de corrupção que farão com que Lula tome ou não a decisão sobre sua candidatura. "Não é essa a questão. Lula sempre coloca o tema da reeleição como algo que ele quer pensar melhor. Mas a tendência é que ele seja candidato", disse Palocci. Questionado sobre a possibilidade de Ciro Gomes sair como candidato à vice-presidente, o ministro afirmou: "Ciro é um bom nome para qualquer situação. Mas se não há nem definição da candidatura do presidente, não pode haver decisões sobre o vice?". Palocci ainda deixou claro que tanto o governo Geraldo Alckmin como o prefeito José Serra são páreos duros e que o PT não tem preferências. "São candidatos muitos fortes", disse. MinistrosAs eleições ainda podem fazer com que o governo Lula passe por uma troca de até 25% de seus ministros a partir de abril, quando os políticos que queiram se candidatar a algum posto precisam deixar o governo. Palocci lembrou que há casos mais certos, como o ministro Jaques Wagner que poderia concorrer às eleições na Bahia e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que pode ser candidato a deputado. Palocci reconhece que será uma experiência "diferente" fazer campanha dentro do governo. "Existem regras de uma campanha e a partir de um momento, não se pode mais usar ações de governo para se promover", completou.

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