PT não tem como alvo investigar Luiz Fux, diz Rui Falcão

O presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP), negou nesta sexta-feira que o partido tenha a intenção de pedir investigação sobre o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a declaração do ex-deputado José Dirceu (PT-SP) de que ele havia dito que não o condenaria no julgamento do mensalão, antes de ser nomeado para o cargo. Durante reunião do diretório nacional do partido, em São Paulo, Falcão ironizou o fato de o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pedir a abertura da investigação contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a partir do depoimento do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, condenado no processo do mensalão, e não levar em conta as declarações de Dirceu sobre Fux.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

12 Abril 2013 | 18h33

"Eu acho curioso que o próprio procurador, que diz que o ex-deputado José Dirceu não merece crédito porque é réu, dá crédito a outra pessoa que também é réu, com a condenação até o momento maior que o (ex) deputado José Dirceu", afirmou. O presidente nacional do PT e deputado estadual de São Paulo evitou opinar sobre o conteúdo da entrevista de Dirceu ao jornal "Folha de S.Paulo", esta semana. "A entrevista fala por si", resumiu.

Sobre a abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) para apurar as acusações contra Lula, Falcão disse que são denúncias de caixa 2 e que não passavam de muitas das "invencionices" para atingir a imagem do ex-presidente, "cujo único ''crime'' cometido foi o de melhorar a vida de milhões de brasileiros". De acordo com o presidente nacional do PT e deputado estadual, não há necessidade de nota de solidariedade a Lula porque ele não é investigado "pessoalmente".

Questionado sobre a conjuntura econômica, Falcão disse que a questão não foi foco das discussões entre os petistas nesta sexta-feira. Faltando uma semana para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), ele disse que a expectativa da legenda é de arrefecimento da inflação, manutenção da política de emprego e distribuição de renda, além do investimento em infraestrutura. "Para nós, isso não é motivo de preocupação", afirmou.

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