PT não se preocupou com redução de encargo, diz Aécio

Ao rebater declarações da presidente Dilma Rousseff que responsabilizaram Estados dirigidos por tucanos pelo corte menor na conta de energia elétrica a partir de 2013, o senador Aécio Neves (PSDB) disse nesta quarta-feira (5) que "tanto o PT não se preocupou" com a redução dos encargos na conta de luz que, no último dia de seu governo, o então presidente Lula prorrogou a Reserva Global de Reversão (RGR), um dos 12 tributos incidentes na fatura da luz que, nos cálculos de Aécio, jamais foram revogados pelos governos do PT.

JOÃO DOMINGOS, Agência Estado

05 de dezembro de 2012 | 18h21

"O governo do PT demorou doze anos para estar atento a essa questão e, quando busca fazê-lo, faz de forma atabalhoada. Talvez devesse ouvir o grande guru petista do setor, o senhor Luiz Pinguelli Rosa, que foi presidente da Eletrobras no governo Lula e que chamou essa medida de Dilma de equivocada porque não leva em consideração a necessidade das empresas continuarem investindo", argumentou.

Aécio disse que é muito cômodo da parte do governo federal determinar de forma autoritária que o grupo Eletrobras faça adesão à renovação das concessões porque a empresa pode recorrer ao Tesouro. "A Eletrobras precisará no futuro de R$ 8,6 bilhões que lhes foram retirados porque ela precisa continuar investindo, por exemplo, em Belo Monte e Santo Antônio", disse. Aécio lembrou que "a Eletrobras terá sempre o Tesouro para recorrer. As empresas estaduais, não".

Ele reafirmou que a decisão das empresas de Minas Gerais, São Paulo e Paraná de não assinar os contratos de renovação das concessões foi técnica. "A área de transmissão aderiu, mas a de geração, não. E, por coincidência, o maior parque de geração fora do governo federal está exatamente em São Paulo, Minas e Paraná, Estados dirigidos pelo PSDB", assinalou.

Aécio disse que o PT tem que parar de querer dividir o Brasil entre os querem e os que não querem reduzir a conta de luz. "O Brasil está, sim, sendo pelo PT dividido em dois: aqueles que defendem o governo e aqueles que defendem o País. O PSDB estará sempre no segundo grupo".

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