PT não irá se meter em disputa de outro partido, diz Genoino

O presidente nacional do PT, José Genoino, afirmou nesta segunda-feira que, apesar da decisão tomada ontem pela ala oposicionista do PMDB, de entregar os cargos que o partido possui no governo federal, ainda não teria sido vista crítica alguma dos peemedebistas à gestão Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista concedida ao portal do PT na internet, Genoino disse que, mesmo com a situação de divisão do PMDB, os petistas não devem se intrometer nas disputas de outra legenda."Vejo um movimento no PMDB, em que algumas áreas estão descontentes com o governo, uma ala que sempre defendeu aliança com o PSDB e há uma questão da relação com os governadores, que é uma relação de natureza institucional e não vai se alterar", frisou Genoino, acrescentando que deverá acompanhar o desenrolar dos acontecimentos nesta semana.Para o presidente do PT, o governo deve, na mesa de negociação, conversar com os peemedebistas que defendem a permanência na base sobre a possibilidade de continuidade e o tamanho desse apoio, com atenção especial para a agenda legislativa do próximo ano. Quanto à decisão do ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, de colocar o cargo à disposição um dia após o diretório nacional do PPS também optar pela saída da base aliada e entregar os cargos governistas, Genoino salientou a admiração e o respeito pelo trabalho do ministro, destacando a importância da permanência de Ciro na equipe de Lula e frisando que a posição do PPS é conseqüência de uma "questão de estilo" e segue a tendência daquele partido de priorizar alianças com o oposicionista PSDB."Nós achamos que ele (Ciro) é fundamental no governo pela sua dedicação e eficiência e sua importância no governo. Vamos continuar trabalhando para ter um governo de coalizão política. Vamos trabalhar para continuar a ter uma participação de partidos e de segmentos partidários no governo Lula. Depende dos partidos e lideranças continuarem no governo", afirmou o presidente do PT. "Queremos que os peemedebistas e o ministro Ciro Gomes continuem no governo. Como acontecerão estes desdobramentos, não é tarefa específica do PT", observou Genoino.

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