PT não fará populismo, garante José Genoino

O governo Lula não partirá para o populismo para garantir a vitória nas eleições municipais do próximo ano. Quem afirmou isso foi o presidente nacional do PT, José Genoino, em sua entrevista no programa Roda Viva, da Rede Cultura. "Não vamos fazer populismo cambial ou populismo com juros. Nós confiamos que a taxa de juros vai cair, porque o País está tomando as medidas necessárias. Ela vai cair no momento certo em que essas condições estejam construídas", disse.Segundo o presidente petista, seu partido irá vencer as eleições do ano que vem porque tem a aprovação de 78% dos brasileiros. "A população brasileira tem consciência da responsabilidade de fazer essa transição, que é delicadíssima. O povo sabe que a nossa capacidade de fazer as mudanças é legítima, e nós vamos fazê-la".MedidasGenoino elencou, para tanto, uma série de medidas adotadas pelo governo, como o programa do primeiro emprego, a recuperação da infraestrutura do setor elétrico, através de parcerias com o setor privado, bem como as mudanças nas agências reguladoras, "não para acabar com elas, mas para aperfeiçoá-las", e a reconquista da credibilidade externa do País para atrair novos investimentos. "É um conjunto de medidas que vai, com certeza, estabilizar a economia. Os juros vão cair dentro desse cenário."Sem quebra da ordemO presidente petista ressaltou que as mudanças serão feitas sem a quebra a ordem e do estado democrático de direito. "Nós governamos o Brasil com uma ordem econômica dominada pelo sistema financeiro, nós governamos o Brasil com uma ordem econômica mundial que nos é desfavorável, mas devemos respeitar os contratos e os acordos internacionais. Temos que fazer uma reforma agrária sem questionar o direito de propriedade, mas negociando pacificamente."Aperfeiçoar democraciaO dirigente petista acentuou que o projeto do governo Lula é para o aperfeiçoamento da democracia, com respeito às regras do jogo e em aliança com forças poderosas "que não são petistas", e buscando a adesão no cenário internacional, "inclusive com governos que não estão no espectro da esquerda". Neste sentido, citou a aproximação do presidente Lula com seu colega francês Jacques Chirac. E deixou claro que, nessa acumulação de forças, o governo petista não tem mais como objetivo a idéia socialista. "O nosso sonho tem de ser construído no presente. O PT é um partido de esquerda e centro-esquerda e hoje significa avançar nas mudanças sociais para universalizar direitos e garantir cidadania."

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