DIDA SAMPAIO
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'PT não deve solidariedade a Delcídio', diz Rui Falcão

Em nota divulgada na tarde desta quarta-feira, presidente do PT afirma que a Executiva do partido vai tomar 'medidas cabíveis' em relação ao senador preso por tentar obstruir a investigação da Lava Jato; setores do partido defendem expulsão

Ricardo Galhardo, O Estado de S. Paulo

25 Novembro 2015 | 18h10

São Paulo - Em nota divulgada no final da tarde desta quarta-feira o presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse que o partido não deve solidariedade ao senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado, preso hoje de manhã pela Operação Lava Jato.

Segundo Falcão, as acusações atribuídas a Delcídio, de tentar barrar as investigações da Lava Jato, não têm relação com suas atividades partidárias. O presidente do PT deve convocar em curto espaço de tempo uma reunião da executiva nacional do partido para avaliar o caso. Várias lideranças petistas defendem a expulsão do senador.

A nota foi divulgada pouco depois do início da sessão do Senado que julgaria a manutenção da prisão do senador.

 

Confira a íntegra da nota:

“O presidente Nacional do PT, perplexo com os fatos que ensejaram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de ordenar a prisão do Senador Delcídio do Amaral, tem a dizer o seguinte:

1- Nenhuma das tratativas atribuídas ao senador têm qualquer relação com sua atividade partidária, seja como parlamentar ou como simples filiado;

2- Por isso mesmo, o PT não se julga obrigado a qualquer gesto de solidariedade;

3- A presidência do PT estará convocando, em curto espaço de tempo, reunião da Comissão Executiva Nacional para adotar medidas que a direção partidária julgar cabíveis.

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