PT não deve fechar questão sobre integralidade, diz João Paulo

O presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP, recomendou aos integrantes do diretório nacional do PT, que se reúnem neste final de semana em So Paulo, que não fechem questão sobre pontos específicos da reforma da previdência, como a aposentadoria integral para servidores públicos ou a paridade. Segundo ele, talvez fosse mais adequado para o diretório estabelecer "condições gerais, conceitos e filosofia", acompanhando por um pouco mais de tempo as negociações em curso. "Tomar uma decisão que depois a realidade resolva desmentir pode não ficar bom", disse. João Paulo, que não é membro do diretório, disse que o partido deveria reafirmar os pontos gerais da reforma da Previdência, que considera justa. Mas que não conversou com os integrantes do partido sobre o que de fato irá ocorrer. Ao ser indagado se a inclusão da aposentadoria integral para os servidores não iria contra o princípio da justiça social, o presidente da Câmara disse que essa discussão não poderia se dar "de forma solta ou individualizada", o que pode, sim, gerar desconfiança. Segundo ele, quando essa discussão é atrelada aos condicionantes que garantiriam a integralidade, para os funcionários que entraram no sistema "de conhecimento público e com regras definidas, a discussão é justa".

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