PT não define participação de Dilma em palanque aliado

Na campanha à reeleição pelo PT, a presidente Dilma Rousseff, nos Estados em que tiver o apoio de mais de um candidato a governador irá "a todos os palanques ou a nenhum", afirmou nesta sexta-feira, 11, o presidente nacional da legenda, Rui Falcão. Ele destacou que os partidos que apoiarem a presidente na disputa eleitoral terão a "simpatia" e o "apoio" de Dilma, mas só os candidatos petistas poderão utilizar legalmente imagens dela para pedir votos em 2014, nas ruas e na televisão.

WILSON TOSTA, Agência Estado

11 de outubro de 2013 | 19h57

"Onde há dois ou três palanques para a presidente, ou ela vai a dois, três palanques ou não vai a nenhum. Ocorre que quem pode utilizar a imagem da presidenta Dilma, pela legislação eleitoral, é só o candidato do PT."

Falcão participou de reunião com a executiva regional petista, na qual foi ficou decidido que em 25 de novembro haverá a reunião que deverá decidir pela saída do PT do governo Sérgio Cabral Filho (PMDB). No encontro, foi afirmado, por dirigentes nacionais petistas, o apoio ao lançamento da pré-candidatura do senador Lindbergh Farias (PT) a governador do Rio.

O presidente do PT indicou, porém, que a direção do PT não deve aceitar a proposta de Lindbergh de montar um palanque com o PSB. Nele, um candidato a senador socialista, possivelmente o deputado federal Romário, poderia fazer campanha para o governador Eduardo Campos (PSB) para presidente. "O palanque do senador Lindbergh e de nossos candidatos é pela reeleição da companheira Dilma. O PSB tem candidato. Vamos acompanhar a evolução dessas candidaturas. E as nossas alianças são condicionadas para o que é melhor para a presidente Dilma."

Na reunião, houve quem reclamasse contra a proposta de deixar o governo Cabral. Petistas ligados a Lindbergh queriam o desembarque imediato, alegando constrangimento com a ação violenta da Polícia Militar (PM) contra professores grevistas. "Assim não dá para trabalhar. Vida de secretário é muito dura", afirmou o secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, Zaqueu Teixeira, que defendia sair do governo somente "no fim do ano fiscal".

"Não tem ano fiscal, isso aqui é política", retrucou Falcão, reconhecendo que "já passara a hora" de o PT sair da administração estadual.

O dirigente reconheceu que o governador do Rio, alvo de protestos e impopularidade, passa por dificuldades, mas pediu boa vontade dos petistas com ele, para evitar a piora de sua relação com o partido.

No encontro, do qual também participou o secretário-geral do PT, Paulo Teixeira, Falcão propôs um acordo para marcar para 25 de novembro - dia seguinte ao segundo turno do Processo de Eleição Direta que elegerá a nova direção petista -, a reunião do diretório sobre a saída do governo. A data inicial era o dia 30. "Somos fiadores de que o PT vai sair do governo", disse Falcão.

Lindbergh considerou a reunião um momento "decisivo" para sua candidatura, por acabar com as especulações de que não concorreria. Segundo ele, o acordo em torno da data para saída do governo Cabral gerou "unanimidade" na reunião.

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