PT não consegue pôr em votação projeto do IPTU

Pelo segundo dia consecutivo, a Prefeitura de São Paulo teve dificuldade para colocar em votação o projeto de lei que institui a cobrança progressiva do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Até o final da tarde de hoje, o projeto não havia sido analisado pelo plenário.Desde quinta-feira à noite, os aliados da prefeita Marta Suplicy (PT) na Câmara Municipal de São Paulo bloquearam a votação, temendo não conseguir os 28 votos para aprovação em plenário. Parte dos vereadores, incluindo integrantes do PMDB e do PC do B, recuaram e ameaçaram votar contra. O PMDB exige redução do número de contribuintes isentos e atualização gradual da Planta Genérica de Valores, uma das bases de cálculo da cobrança.Na quinta-feira, o secretário do Governo Municipal, Rui Falcão, chegou a ir ao Palácio Anchieta para conversar com os vereadores, mas não houve acordo. O líder do governo na Câmara, José Mentor (PT), passou praticamente o dia todo tentando definir a votação. A sessão extraordinária, que começou às 10 horas, ficou suspensa grande parte do dia.O acordo que estava sendo costurado por Mentor previa aprovação de 16 projetos, sendo três polêmicos: o do IPTU, o de revisão da Lei Orgânica do Município (LOM) e o que autoriza o governo a incluir outros gastos no orçamento da educação, como os programas Renda Mínima e Bolsa-Trabalho. Esse pacote ainda reunia projetos de vereadores, em uma tentativa de acelerar os trabalhos.Por volta das 17h30, os vereadores Domingos Dissei (PFL) e Erasmo Dias (PPB) gritaram para o presidente da Casa, José Eduardo Martins Cardozo (PT), reiniciar os trabalhos. "Coloque em votação, quem tiver mais votos ganha."Amanhã, a partir das 8h30, será escolhida a Mesa Diretora. Para os vereadores, a reeleição de Cardozo é praticamente certa. Houve acordo na base de apoio e a oposição não deve lançar candidato.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.