Marcos Oliveira/Agência Senado
Marcos Oliveira/Agência Senado

PT não apoiará reeleição de Rodrigo Maia por causa do PSL, diz Gleisi

Segundo senadora, prioridade do partido é formação de bloco na centro-esquerda, apesar de articulação paralela entre PSB, PDT e PCdoB

Mariana Haubert, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2019 | 17h16

BRASÍLIA - A presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), afirmou nesta segunda-feira, 14, que o seu partido não cogita apoiar a reeleição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), devido à aliança dele com o PSL, partido de Jair Bolsonaro. Ela ainda diz que a prioridade do partido é a articulação com outros partidos de esquerda, apesar de um bloco paralelo já estar em processo de formação.

"Queremos construir um bloco e uma articulação com os partidos da centro-esquerda. Essa é a nossa prioridade e, obviamente, estamos abertos a conversar com todos que primam pelo respeito ao Parlamento e às forças políticas", disse.

Segundo a senadora, que assume mandato na Câmara a partir de fevereiro, esse grupo poderia ser formado inicialmente pelo PT, pelo PSB e pelo Psol. O PSB, entretanto, já articula com o PDT e o PCdoB

"O PSB vai ter uma conversa com o PDT e o PCdoB nesta semana, mas o partido não sinalizou ainda se vai adiante ou não. A ideia é buscar uma composição com todos porque, assim como nós, eles não querem estar em uma composição com o PSL, ou seja, isso é uma baliza nossa. Não estaremos nesse bloco com o PSL", afirmou Gleisi. 

No início do mês, o presidente do PSL, o deputado eleito Luciano Bivar (PE), declarou que a sigla apoiará formalmente Maia e fará parte de sua chapa eleitoral. Isso fez com que o PSB desistisse de apoiar o demista. O PDT, por outro lado, declarou no fim de semana que pode apoiar Maia, movimento que enfraquece a oposição. 

Gleisi e outras lideranças petistas estão realizando reuniões internas desde domingo (13) para discutir a estratégia em relação ao comando da Casa e à participação da sigla em postos-chave. Os encontros também servirão para a sigla fazer uma avaliação dos primeiros dias do novo governo. De acordo com a senadora, o PT só deverá anunciar uma posição sobre a disputa na Câmara no fim do mês. 

A eleição para a presidência da Casa ocorrerá no dia 1º de fevereiro, mesma data em que os deputados tomarão posse. 

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