PT não aceita 'linchamento público' de Renan, diz Berzoini

Presidente nacional do partido diz que senador merece 'apreço' por ser aliado de Lula

Vera Rosa, do Estadão,

16 de julho de 2007 | 20h37

Pela segunda vez em menos de um mês, o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), saiu nesta segunda-feira, 16, em defesa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), alvo de investigação do Conselho de Ética por suspeita de quebra do decoro parlamentar. "Não aceitamos linchamento público nem constrangimento para forçar o presidente do Senado a se licenciar da função ou a renunciar", afirmou Berzoini.   Veja também:  Entenda o caso Renan   Às vésperas de a Mesa Diretora do Senado decidir se encaminha à Polícia Federal pedido de perícia nos documentos apresentados por Renan - acusado de ter suas despesas pessoais pagas por uma empreiteira -, Berzoini disse que o senador "merece apreço" do PT porque sempre foi aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.  Sua defesa, porém, foi mais cautelosa do que das outras vezes. "Ninguém está acima das investigações", ressalvou. "Cabe aos senadores verificar o que há de justo ou injusto nas acusações contra o senador e não há razão para termos um ponto de vista partidário sobre esse assunto." O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci, insistiu em que Renan precisa ter "direito de defesa", mas evitou entrar no mérito das denúncias contra ele, sob alegação de que só pode haver conclusão ao final do processo.

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