PT nacional deve decidir eleições em MG, diz Berzoini

Petista defende participação da direção nacional na definição dos candidatos nas principais cidades mineiras

Eduardo Kattah, do Estadão

29 de julho de 2007 | 17h35

Em meio a uma disputa interna envolvendo eleição para a prefeitura de Belo Horizonte, no próximo ano, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, defendeu a participação da direção nacional da legenda na definição dos candidatos a prefeitos nas principais cidades mineiras.   Berzoini participou no último sábado da abertura do 3º Congresso Estadual do PT, encerrado neste domingo.   A escolha do candidato à sucessão do prefeito da capital, Fernando Pimentel (PT), poderá ter reflexo na eleição para o governo do Estado em 2010.    Em jogo estão os interesses do próprio Pimentel e do ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias.   Se sair vitorioso nas urnas novamente, o PT completará um ciclo de 20 anos à frente da prefeitura da capital mineira, iniciado justamente com a eleição de Patrus, em 1993.   "Pela importância de Minas Gerais, o diretório nacional tem todo interesse em cooperar com uma estratégia política capaz de nos levar à vitória em cidades importantes que já governamos e outras que queremos governar", observou Berzoini durante a abertura do congresso.   Não por acaso, a necessidade de fortalecimento e unidade do partido foi a tônica dos discursos. "Nós, em Minas Gerais não vamos nos dividir. Estaremos juntos em 2008 e em 2010", assegurou Pimentel. "O debate livre e fraterno não nos impedirá de construir nossa unidade", reforçou o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, outro "nome forte" do partido cotado para a disputa pela prefeitura de Belo Horizonte.   Já Patrus ressaltou o maior desafio do PT mineiro é derrotar os tucanos e assumir o Palácio da Liberdade em 2010. O ministro criticou o governo Aécio Neves (PSDB), afirmando que o Estado "não trabalha o desenvolvimento regional, não entrou no campo social". Tiden   No encerramento do congresso estadual, os petistas votariam uma resolução com as principais decisões. Entre elas, um possível afastamento ou pedido de licença ao ex-embaixador do Brasil em Cuba, Tilden Santiago, que, a convite de Aécio, aceitou o cargo de assessor para assuntos ambientais da presidência da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).   Embora as lideranças regionais evitem críticas públicas, a decisão do ex-embaixador causou desconforto no partido. Tilden reagiu dizendo que não aceita ser "bode expiatório" para encobrir os erros da legenda nas eleições do ano passado e espera se reunir com a executiva estadual durante semana.   Pimentel, que mantém bom relacionamento com Aécio e não faz parte da executiva, saiu em defesa do ex-embaixador. Disse que o cargo é "técnico" e não vê necessidade dele se licenciar.    

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