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PT-MG quer ocupar primeiro escalão do governo Dilma

O PT de Minas Gerais vai apresentar quatro nomes do diretório estadual para ocupar o primeiro escalão do governo da presidente eleita Dilma Rousseff. Além do ex-ministro Patrus Ananias e do ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, a comissão que se reuniu na noite de ontem incluiu entre os "ministeriáveis" do Estado os nomes do secretário-geral da Presidência da República, Luiz Dulci, e do deputado federal Virgílio Guimarães. Os petistas mineiros reivindicam também presença em órgãos como o Departamento de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e em empresas como Correios, Furnas e Banco do Brasil.

EDUARDO KATTAH, Agência Estado

16 de novembro de 2010 | 17h10

Petistas cobram reconhecimento da equipe de transição ao "sacrifício" do diretório estadual, que foi obrigado a desistir da candidatura própria ao governo de Minas para não ameaçar a aliança nacional com o PMDB. Na eleição majoritária, além da derrota na disputa pelo Palácio Tiradentes da chapa encabeçada pelo ex-ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB) - tendo Patrus como vice -, o PT não conseguiu eleger Pimentel para o Senado.

Como argumento para ocupar espaço no primeiro escalão do governo Dilma, os petistas alegam que precisam reforçar as lideranças do Estado para contrapor ao domínio do ex-governador e senador eleito Aécio Neves (PSDB), que desponta como potencial líder da oposição.

"O principal é exercer o cargo, ajudar o governo da Dilma. Claro que, como uma ação política derivada, se puder fortalecer o partido em Minas Gerais, seria bom também", disse Virgílio, com o discurso protocolar de que não reivindica cargos. "Nós entregamos a nossa parte, fizemos a nossa parte tal como foi pedido." O deputado desistiu de concorrer a um novo mandato e lançou o filho, Gabriel Guimarães (PT), de 27 anos, eleito para a Câmara dos Deputados com 137 mil votos. Virgílio integrou como suplente na candidatura derrotada de Pimentel.

Uma comissão de cinco representantes do PT-MG espera se reunir ainda esta semana com a equipe de transição da presidente eleita em Brasília. Para Virgílio, além da Esplanada, o diretório mineiro considera fundamental ocupar postos em órgãos como o DNIT, já que o Estado possui a maior malha rodoviária federal do País. A presidência do departamento atualmente está na cota do PR.

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