PT-MG diz esperar que Lula colabore com Pimentel

O presidente do PT em Minas Gerais e deputado federal, Odair Cunha, espera que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva "colabore sempre" para a candidatura de Fernando Pimentel ao governo do Estado. Com relação à presidente Dilma Rousseff, a expectativa de Cunha é que ela estará "muito presente" em Minas Gerais para fazer campanha, mas também para reafirmar e mostrar as ações do governo dela no Estado. O presidente do PT-MG compareceu à cerimônia de posse da nova direção do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG). A agenda de Pimentel previa sua presença no evento, mas o candidato não compareceu.

SUZANA INHESTA, Agência Estado

27 Junho 2014 | 19h45

Cunha informou que na próxima semana será realizada uma série de reuniões para discutir tanto o programa de governo quanto como será o primeiro mês de campanha. "Nós vamos fazer o debate do programa de governo com os atores políticos e sociais dos partidos que compõem a nossa chapa, sempre centrados nos interesses dos mineiros. Não vamos olhar a trajetória dos nossos adversários", declarou.

O político comentou que a chegada de Tarcísio Delgado (PSB) na disputa eleitoral vai enriquecer o debate democrático no Estado. "Trata-se de uma pessoa respeitável, de longa trajetória política e já foi aliado nosso em diversas lutas democráticas", ressaltou. Ele falou que quando havia dois candidatos na disputa, a possibilidade de um segundo turno era baixíssima, mas que o PT sempre trabalhou com a hipótese da realização do segundo turno.

Sobre a decisão favorável do desembargador do TRE Paulo Cézar Dias ao PSDB de negar o pedido do PT de retirar da página do Facebook de Pimenta publicações que caracterizariam propaganda eleitoral antecipada, Cunha disse que o PT vai sempre recorrer à medida que o direito "o assiste". "Nesse caso, há sim propaganda extemporânea, pois se trata de um candidato identificando um número do partido", falou, afirmando que o caso não abre um precedente, já que o PT efetivamente fará propaganda eleitoral somente depois do registro eleitoral, conforme manda a lei.

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