PT lança campanha para aprovar reforma política em Constituinte

O PT aprovou neste sábado arealização de uma Assembléia Nacional Constituinte exclusivapara implementar a reforma política. A resolução, que demandauma campanha de convencimento da sociedade e dos demaispartidos brasileiros, faz parte das conclusões do 3o CongressoNacional da legenda. O partido não fixou uma data para a implementação daconstituinte, que já foi defendida pelo presidente Luiz InácioLula da Silva no ano passado. O atual Congresso vem tentandoaprovar a reforma, sem sucesso. "O sistema político atual esta falido porque incentiva oabuso do poder econômico e o personalismo", disse o deputadoHenrique Fontana (PT-RS), ao defender a proposta no plenário. Como argumento para a realização da constituinte exclusiva,que trataria apenas da reforma política, o deputado disse que oCongresso não consegue executar as mudanças por serextremamente conservador. Respondendo a críticas de partidos de oposição que vêem naproposta uma possibilidade de aprovar um novo mandato para opresidente Lula, o deputado Carlos Zaratini (PT-SP) propôs arealização da assembléia em 2010, último ano do atual mandatopresidencial. Pela proposta, defendida pela corrente majoritária e poralas de esquerda, o PT defende a fidelidade partidária, ofinanciamento publico de campanhas eleitorais, o voto em lista(e não em candidatos) e o fim da reeleição para presidentes,governadores e prefeitos. A revisão do papel do Senado tambémconsta do projeto. O PT aprovou ainda apoio a um plebiscito que consultara apopulação sobre a privatização da Companhia Vale do Rio Doce,ocorrida em 1997 no governo do ex-presidente Fernando HenriqueCardoso. Promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) emovimentos sociais como o dos sem-terra, o plebiscito teveinício neste sábado e vai ate 7 de setembro. O partido esclareceu, no entanto, que o resultado daconsulta, que visa a reestatização da empresa, não será umaposição do governo. "Ao votar a resolução da Vale, o PT não está sepronunciando sobre qual será a postura do governo", afirmouValter Pomar, secretário da legenda. No domingo, último dia do congresso, os petistas devemaprovar a antecipação da eleição de sua direção. Também estaráem discussão a criação de mecanismos de punição a condutasantiéticas.

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