PT insiste em ficar com relatoria da CPI do Campo

'Não quero que transformem a CPI em palanque eleitoral', alertou o deputado Henrique Eduardo Alves

AE, Agência Estado

27 de outubro de 2009 | 10h45

Na tentativa de blindar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a bancada petista na Câmara insiste em ficar com a relatoria da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) criada na semana passada para investigar eventuais ações irregulares da organização. Pelo acordo que começa a ser costurado entre os partidos da base governista, a presidência da comissão ficará nas mãos do PMDB do Senado. Os 36 deputados e senadores titulares que vão integrar a CPI deverão começar a ser indicados a partir desta terça-feira.

 

"Não quero que transformem a CPI em palanque eleitoral", alertou o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). "Essa CPI não vai ter como fulcro a divisão entre governo e oposição, mas ver quem tem tendência para defender o MST e quem é contra o movimento", observou o líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO).

 

Os petistas reivindicam a relatoria da comissão porque temem que mesmo os partidos da base aliada indiquem parlamentares da bancada ruralista, tradicionalmente contrária ao MST. "Queremos instalar logo a CPI. Ela só será postergada se houver desentendimento sobre o seu comando", disse o líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tudo o que sabemos sobre:
CPI do MSTPTindicaçõesrelatoria

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.