PT emite nota sobre espionagem do Exército

O presidente em exercício do PT, deputado José Genoíno (SP), e o líder petista na Câmara, deputado Walter Pinheiro (BA), divulgaram uma nota negando a versão de que a coordenação da bancada do partido teria feito um acerto com o governo federal sobre a questão da espionagem praticada por órgãos do Exército contra movimento sociais e contra o partido. Genoíno e Pinheiro negam também que o assunto esteja dividindo o PT: "Não há divergência na bancada sobre a questão, todos consideramos que o Exército é uma instituição nacional, permanente e respeitável e que sua atuação deve se circunscrever aos limites estabelecidos pela Lei, lembrando que o PT sempre defendeu que as atividades de inteligência estejam submetidas a controle externo." Segundo a nota, a coordenação da bancada "considera que, para a defesa da instituição (Exército), o correto é abrir uma investigação sobre os responsáveis por esses atos ilegais (de espionagem), e não permitir que eles se repitam." Genoíno e Pinheiro negam ainda, na nota, que o partido tenha se omitido na adoção de providências contra a espionagem. Eles lembram que, por iniciativa dos deputados petistas Nelson Pellegrino e Luiz Eduardo Greenhalg, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara convocou o ministro da Defesa, Geraldo Quintão, e o minisitro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e secretário-geral da Presidência, general Alberto Cardoso, para prestarem depoimento, o que deverá ocorrer na próxima semana. Além disso, outros parlamentares petistas apresentaram à Mesa requerimentos de informações sobre o assunto.

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