José Patrício/AE - 20.04.2011
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PT e PSB acham solução para fechar alianças em SP e Recife

Terceira via na capital pernambucana tem aval de Eduardo Campos, que define apoio a Haddad

Angela Lacerda e Julia Duailibi, de O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2012 | 03h14

PT e PSB construíram o caminho para fechar as alianças em São Paulo e no Recife na eleição municipal. Em reunião com o presidente do PSB paulista, Márcio França, o presidente nacional da sigla, Eduardo Campos, informou que o partido vai mesmo apoiar a candidatura do petista Fernando Haddad à Prefeitura.

O PT, por sua vez, costurou uma terceira via para o impasse do Recife, solução que contou com o aval de Campos. O secretário de Governo de Pernambuco, Maurício Rands, desistiu da prévia no PT para escolher o candidato a prefeito na capital. "Anuncio minha renúncia em prol da candidatura do senador Humberto Costa", afirmou nessa quarta-feira, 30.

Rands, que contava com o apoio de Campos, disputava a indicação com o prefeito João da Costa. Os dois eram protagonistas de um impasse. Costa vencera a prévia feita no dia 20, mas o resultado estava sub judice.

A decisão de indicar Humberto Costa foi o primeiro passo em direção à pacificação da candidatura da Frente Popular, formada por PT e PSB e capitaneada por Campos. O nome do senador é visto com bons olhos pelo PSB, que negociou a saída com o presidente do PT, Rui Falcão. Rands e João da Costa participaram de encontro anteontem com Falcão. A tendência ontem era a de que João da Costa também desistisse em favor do senador.

Na noite de terça-feira, a cúpula do PSB também fez uma sinalização aos petistas. Em reunião no Rio de Janeiro, Campos informou a França que o partido vai se aliar a Haddad. Secretário de Turismo de Geraldo Alckmin (PSDB), França havia defendido o apoio aos tucanos, assim como o presidente municipal da sigla, vereador Eliseu Gabriel.

Nessa quarta-feira, 30, 60 integrantes do diretório paulistano do PSB aprovaram, por unanimidade, a pré-candidatura de Gabriel. Mas, como candidaturas em cidades acima de 200 mil habitantes têm de passar pelo crivo da direção nacional do PSB, a ação foi vista como tentativa da ala local de mostrar ao PSDB e ao PSD, do prefeito Gilberto Kassab, que tentou resistir à coligação com o PT.

Com a aliança PSB-PT, a tendência é que França deixe a secretaria. Campos atende a pedido de Lula, que comanda a construção do leque de alianças em favor de Haddad. Além da ligação pessoal com o petista, Campos é cotado para ser candidato a vice-presidente na eleição de 2014.

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