PT e PMDB querem prorrogar CPI do Cachoeira até 22 de dezembro

No calendário legislativo, data representa o fim dos trabalhos de deputados e senadores, caso eles tenham aprovado a proposta orçamentária para o ano que vem

Ricardo Brito, Agência Estado

30 de outubro de 2012 | 17h36

BRASÍLIA - Parlamentares do PT e do PMDB vão propor nesta terça-feira, 30, a prorrogação dos trabalhos da CPI do Cachoeira até o dia 22 de dezembro. No calendário legislativo, a data representa o fim dos trabalhos de deputados e senadores, caso eles tenham aprovado a proposta orçamentária para o ano que vem. Oficialmente, os trabalhos da CPI, iniciados em maio, serão concluídos no domingo, dia 4 de novembro.

A prorrogação, contudo, não deve garantir a retomada das investigações, que pouco avançou durante as eleições municipais e o julgamento do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). Pelo acerto, mesmo com o novo prazo final, o deputado Odair Cunha (PT-MG), relator da CPI, deve apresentar seu relatório em 20 dias.

Os petistas querem, nesse período, tentar convocar jornalistas que supostamente teriam relações com o esquema comandado pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. "Se convocamos governadores, prefeito, deputados, porque razão não ouvir jornalistas", questionou o líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (SP). A bancada do PMDB, contudo, não apoia o movimento do PT.

Os peemedebistas entendem que a proposta pode abrir caminho para a votação de outros requerimentos, como a de quebra de sigilo de empresas supostamente ligadas a Cachoeira. Os oposicionistas vão tentar insistir na investigação do rastreamento do dinheiro do esquema Cachoeira.

 

Para ser prorrogada, é necessário o apoio de pelo menos 27 senadores e 171 deputados. A oposição diz já ter o número suficiente de assinaturas no Senado.

 

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