PT e PMDB querem 'esvaziar' CPI do Cachoeira, diz Guerra

Presidente do PSDB diz que envio de mensagem de Vaccarezza a Cabral é ação 'não republicana'

Guilherme Waltenberg - Agência Estado

18 de maio de 2012 | 12h13

SÃO PAULO - O presidente nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE), afirmou na manhã desta sexta-feira, 18, que a mensagem enviada por celular pelo deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), durante sessão da CPI do Cachoeira, com garantias de apoio, é "uma demonstração completa de uma atitude não republicana, um parlamentar sendo solidário com o governo do Rio, o que não tem o menor sentido, a não ser o sentido que não se pode sustentar".

 

Guerra afirmou "não ter dúvidas" que PT e PMDB buscam esvaziar as investigações do caso Cachoeira. "Cada um tem sua própria agenda. O PMDB não quer que investigue o governador [Cabral] e o PT não quer que a investigação tenha características administrativas, de examinar as coisas que têm a ver com o funcionamento das estruturas públicas em geral", afirmou.

 

Segundo o deputado, a CPMI tem problemas graves em sua estrutura, comprometendo o andamento das investigações. "Primeiro que começa com a investigação feita. Geralmente é a investigação que determina a agenda. É preciso de outra tecnologia para fazê-la andar", disse.

 

O presidente do PSDB disse que o vazamento das "informações sigilosas" sobre as investigações foram feitas de maneira seletiva. "Vazaram as informações com objetivo claro de danificar a oposição", acusou.

 

A definição de investigar apenas os negócios da Construtora Delta, um dos pivôs do escândalo, na região Centro Oeste também foi alvo de críticas do deputado. "É uma coordenação equivocada e injusta. O PSDB defende que a investigação seja feita em todos os lugares, que investigue todos os contratos intermediados por Cachoeira entre a construtora e os poderes públicos", afirmou.

 

Sobre investigar Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, principal nome do escândalo, ele mostrou-se reticente. "Não acho que ele seja esse monstro todo. Estão valorizando demais. Devem ser investigados os contratos da Delta feitos por ele", afirmou.

 

Ao falar do governador do PSDB, Marconi Perillo (GO), suspeito de manter relações com Cachoeira, e do deputado Carlos Lereia (GO), ele foi enfático. "Temos muita clareza nessa defesa. Antes de qualquer atitude, nossos quadros citados se colocam prontos para prestar depoimentos para esclarecer o que acham que deve ser esclarecido", disse. 

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