PT e PMDB dividirão comando da CPI do caso Cachoeira

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), afirmou que a Comissão Parlamentar de Inquérito Mista (CPI) para investigar os fatos revelados pela operação Monte Carlo da Polícia Federal - que resultou na prisão do empresário de jogos de azar Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira - e as suas ligações com políticos deverá começar a funcionar no meio da próxima semana.

DENISE MADUEÑO, Agência Estado

11 de abril de 2012 | 19h08

O PMDB e o PT, os dois maiores partidos, vão dividir os principais postos da comissão, informam articuladores dos dois partidos. Mais de 24 horas depois de anunciado o acordo para a criação da CPI, os líderes partidários ainda discutem o texto do requerimento.

"Deve ser o mais amplo e enxuto possível. O requerimento da CPI deverá prever a investigação de todos os fatos revelados pela operação Monte Carlo e suas conexões com o setor público e o setor privado", defendeu o líder do PSDB, Bruno Araújo (PE). O tucano e o líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), reivindica um dos cargos de comando da CPI para a oposição. A comissão, no entanto, deverá ser presidida por um senador peemedebista e um deputado petista deverá ser o relator.

"Esperamos que não seja uma CPI chapa-branca", afirmou ACM Neto. Os dois líderes consideram que a composição da comissão será uma demonstração do que o governo pretende fazer com a CPI. "Se a oposição não ocupar um dos cargos, mostrará que o governo quer proteger os seus", disse ACM Neto. Ele afirmou, no entanto, que a oposição participará da CPI com ou sem cargos de comando.

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