Andre Dusek/AE - 02.11.2010
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PT e PMDB devem firmar acordo por rodízio na Câmara e no Senado

Decisão foi anunciada por Temer na terça-feira à noite após encontro com o presidente do PT

Rosana de Cassia, da Agência Estado,

03 de novembro de 2010 | 08h23

BRASÍLIA - O PT e o PMDB devem firmar um acordo para estabelecer um rodízio nas presidências da Câmara e do Senado durante o próximo governo, declarou o vice-presidente eleito e presidente do PMDB, Michel Temer, após o jantar na terça-feira, 2, à noite com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, em Brasília.

 

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"A ideia é que eu e o presidente Dutra possamos firmar protocolo pelo qual se estabelece este rodízio. Quem ocupará o primeiro biênio e o segundo é um segundo momento", explicou, em entrevista gravada para o programa Bom Dia Brasil, da TV Globo.

 

Por sua vez, Dutra indicou que o objetivo do acordo é evitar uma disputa dentro da base aliada ao governo. "Nós entendemos que o PT e o PMDB como maiores partidos da base aliada têm responsabilidade de evitar, logo no início do governo, uma disputa entre nós", disse o presidente do PT.

 

Temer e Dutra também conversaram sobre o início dos trabalhos da equipe de transição, previsto para a próxima segunda-feira, 6, às 11h, em reunião a ser realizada no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília. De acordo com Dutra, após instalada a equipe de transição, que será coordenada por Temer, Dutra, pelo ex-ministro Antonio Palocci e pelo secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo, os dirigentes tratarão de conversar individualmente com cada partido da coligação que apoiou a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT).

 

O objetivo das conversas, de acordo com Dutra, é ter, até o fim da próxima semana, um quadro para ser apresentado à presidente eleita. "Nós não vamos definir ministérios. Isto é uma tarefa da presidente eleita. Vamos realizar as conversas para que, quando ela voltar da viagem que fará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, possamos apresentar um quadro com a expectativa de cada partido", disse.

 

O presidente do PT evitou falar de prazos para as definições sobre o novo ministério. "Quem vai definir o tempo é a presidente. Ela vai definir o tempo, a forma e a composição", afirmou.

 

Temer foi designado por Dilma para integrar a equipe de transição depois que a exclusão do PMDB da primeira reunião para tratar do tema, na última segunda-feira, 1º, gerou um mal estar entre os dois partidos. A presidente eleita deve se reunir com Temer agora pela manhã. Com informações da Agência Brasil.

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