PT e PMDB aguardam candidatura de Osmar Dias no PR

A indicação do senador Alvaro Dias (PSDB) como vice na chapa presidencial de José Serra (PSDB) impediu que PMDB e PT formalizassem coligação com o PDT, em encontros realizados hoje, em Curitiba, que teria como candidato ao governo o senador Osmar Dias (PDT). A decisão deverá ser anunciada na terça ou quarta-feira. A possível coligação tem também o objetivo de dar à presidenciável do PT, Dilma Rousseff, um bom palanque no Paraná. Mas Osmar resiste em declarar-se candidato e promover uma disputa contra o irmão.

EVANDRO FADEL, Agência Estado

27 de junho de 2010 | 16h02

"Estamos num processo de diálogo para construir uma candidatura de unidade, mas não se chegou, até este momento, a uma conclusão", lamentou o governador do Paraná, Orlando Pessuti, ao chegar à convenção do PMDB. "A tendência, hoje, é que o senador Osmar Dias não dispute. Pelo menos ele colocou a sua dificuldade de caráter pessoal, seu constrangimento em fazer uma disputa, um enfrentamento pessoal ao seu irmão." Os peemedebistas delegaram à executiva regional o poder para decidir sobre o posicionamento do partido nas eleições.

As reuniões entre lideranças do PMDB, PT e PDT, além de partidos menores, intensificaram-se ontem. Pessuti, que pleiteia a indicação como candidato ao governo pelo PMDB, mas admite abrir mão em favor de Osmar, chegou a convocar entrevista coletiva no fim da tarde para anunciar o término das conversas e a sua candidatura. Mas, minutos antes, foi chamado para novas reuniões que se estenderam por boa parte da noite e foram retomadas na manhã seguinte.

O ex-governador Roberto Requião é um defensor da coligação com o PDT, apesar das rusgas com Osmar, a quem derrotou por menos de 10 mil votos nas últimas eleições. "Com inteligência tem que optar pela coligação, o contrário disso é tolice, suicídio político", afirmou em passagem pela convenção. Se Osmar optar pela reeleição ao Senado isoladamente pelo PDT ou em possível coligação com o PMDB, Pessuti deve ser o candidato peemedebista ao governo.

No PT, a decisão tomada em encontro regional é de que somente haverá coligação se ela incluir o PDT e Osmar Dias como candidato ao governo. Se isso não for possível, o PT deve lançar candidato próprio, provavelmente o ex-prefeito de Londrina Nedson Micheleti. "Firmamos acordo de estarmos todos juntos em uma única coligação ou, eventualmente, em dois palanques para Dilma", disse o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. "O importante é que ele (Osmar) vai estar no nosso campo ou como candidato ao governo ou como candidato ao Senado." Para o ministro, o objetivo é ter boas alianças tanto em âmbito nacional quanto estadual. "Não temos nenhum problema de esperar mais um pouco, temos paciência", afirmou.

Bernardo usou tons irônicos para avaliar a indicação de Alvaro como vice de Serra. "Nós gostamos", acentuou. "Acho que é um candidato adequado para o Serra." Segundo ele, o senador "agrega pouco" à campanha tucana. "Mas como eles estão no sufoco, não tinha alternativa", disse. Para o presidente estadual do PT, deputado estadual Ênio Verri, a indicação de Alvaro não fará diferença no Paraná. "Mostra apenas que o PSDB já jogou a toalha", afirmou.

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