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PT e PL se unem em apoio à reeleição de Zeca do PT

O PT deu hoje o primeiro passo concreto para tentar ampliar o leque de alianças, em direção ao centro, para facilitar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial de 2002. O PT e o PL fecharam um acordo para apoiar a reeleição do governador do Mato Grosso do Sul, José Orcírio dos Santos - o Zeca do PT. Os líderes dos dois partidos, José Genoíno (PT-SP) e Valdemar Costa Neto (PL-SP), que selaram aliança, admitem estender a parceria à disputa nacional."Estamos trabalhando com relações políticas mais amplas e, desta vez, o PT não será acusado de não querer fazer alianças", resume Genoíno, encarregado de participar do entendimento em nome da direção nacional do PT. "Selamos um acordo em torno do Zeca do PT, que é muito bem avaliado e vai ajudar o PL a crescer no Estado, o que nunca conseguimos", afirma Costa Neto, líder do PL na Câmara.O acordo foi fechado hoje, durante um almoço na Academia de Tênis de Brasília, com a presença de Genoíno, do governador Zeca do PT, do líder Costa Neto e do presidente do PL no Mato Grosso do Sul, Bernardo Lado.O PL revela-se "encantado" com o desempenho do governo estadual, onde Zeca do PT saneou as finanças e implantou uma nova mentalidade administrativa. Por enquanto, a aliança está restrita ao Estado, mas o próprio governador salienta que as conversas foram além. "Conversamos muito sobre o cenário nacional", confirmou Zeca do PT, ao final do encontro.O líder do PL ressalta que seu partido não teria constrangimento algum em se aliar ao Lula no segundo turno da disputa presidencial. "Podemos até apoiar no primeiro turno, mas penso que o Lula quer caminhar sozinho nesta etapa, até porque é o único candidato que já está no segundo turno", diz Valdemar. Ele admite que já teve muito preconceito contra o PT, mas garante que os tempos e as personagens mudaram. "Todos evoluímos muito, inclusive o Lula, que hoje é um homem preparado com o qual o PL pode se aliar no futuro, sem constrangimentos" insiste."Nosso objetivo neste momento é o Mato Grosso do Sul, mas queremos pavimentar o caminho para a corrida presidencial e, mesmo quando não der para caminharmos juntos de saída, vamos construir pontes para o segundo turno", afirma Genoíno. A engenharia dos palanques do PT nas eleições gerais do ano que vem não estabelece regras rígidas para os Estados, nem tampouco impede que se repitam no plano nacional as composições regionais. Diante disso, a cúpula petista trabalha ao mesmo tempo as alianças para o primeiro turno, as pontes para o segundo e as parcerias para garantir a governabilidade de uma futura administração federal do PT.

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