DIDA SAMPAIO | ESTADAO CONTEUDO
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PT e PC do B prometem oposição feroz

Movimento ‘Temer, o ilegítimo’, lançadopelos partidos, tendea obstruir matérias enviadas ao Congresso

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2016 | 03h57

BRASÍLIA - Enquanto poucos deputados discursavam no plenário da Câmara e outros acompanhavam a sessão de votação no Senado, parlamentares do PT e do PCdoB marcavam posição contra o governo de Michel Temer. As bancadas lançaram ontem o movimento “Temer, o ilegítimo” e ameaçaram obstruir a votação de medidas do novo governo.

Os deputados enfatizaram que, após 13 anos como governistas, não se esqueceram como fazer oposição e prometeram adotar uma linha firme contra o peemedebista, chamado repetidas vezes de “golpista”. PT e PCdoB aglutinam 68 deputados de um total de 513 parlamentares na Câmara.

Com cartazes dizendo “Temer não será presidente. Será sempre golpista” e “Fora Temer. Cunha jamais. Fica Dilma”, os deputados declararam que Temer não será reconhecido como presidente. “Seremos oposição firme a Michel Temer. Não o chamaremos de presidente. E vamos avaliar as medidas dele criticamente”, avisou a deputada Maria do Rosário (PT-RS).

A “nova oposição” tende a obstruir as matérias enviadas por Temer ao Congresso e anunciou que vai analisar cada caso, mesmo que as medidas sejam parecidas com as defendidas pelo governo Dilma Rousseff. O argumento para a rejeição das medidas é que Dilma tinha a legitimidade das urnas para enviar projetos e o peemedebista não. “Vamos ter dois presidentes: uma legítima e outro imposto em situação de golpe”, protestou a presidente do PCdoB, deputada Luciana Santos (PE).

PT e PCdoB culparam a oposição por criar dificuldades econômicas ao não aceitar o resultado das urnas em 2014 e acusaram os “golpistas” de interdição do governo . Os partidos de esquerda anunciaram que vão se opor à reforma trabalhista e da Previdência e se colocarão a favor de medidas tributárias para as faixas mais ricas, como a taxação de grandes fortunas.

O grupo comparou a situação do Brasil aos golpes parlamentares em países como Honduras e aposta que Temer não terá condições de unir o País. “Vai ter luta nas ruas e no Parlamento. Não vamos aceitar esse governo biônico”, disse Luciana Santos.

Invasão no Senado. Enquanto os aliados de Dilma promoviam um ato no Salão Verde da Câmara, uma legião de deputados circulava pelo Senado – mais de 400 deputados marcaram presença ontem na Câmara. Quem não foi ver de perto a sessão no Senado, se refugiou nos gabinetes. A cúpula que compôs a comissão especial do impeachment da Câmara, por exemplo, acompanhou a sessão pela TV na liderança do PTB, onde foi servido um farto café da tarde. / COLABORARAM LUCIANA NUNES LEAL, BERNARDO CARAM, RACHEL GAMARSKI e VALMAR HUPSEL FILHO

“Seremos oposição firme a Michel Temer. Não o chamaremos de presidente”

Maria do Rosário (PT-RS)

DEPUTADA FEDERAL

Enquanto poucos deputados discursavam no plenário da Câmara e outros acompanhavam a sessão de votação no Senado, parlamentares do PT e do PCdoB marcavam posição contra o governo de Michel Temer. As bancadas lançaram ontem o movimento “Temer, o ilegítimo” e ameaçaram obstruir a votação de medidas do novo governo.

Os deputados enfatizaram que, após 13 anos como governistas, não se esqueceram como fazer oposição e prometeram adotar uma linha firme contra o peemedebista, chamado repetidas vezes de “golpista”. PT e PCdoB aglutinam 68 deputados de um total de 513 parlamentares na Câmara.

Com cartazes dizendo “Temer não será presidente. Será sempre golpista” e “Fora Temer. Cunha jamais. Fica Dilma”, os deputados declararam que Temer não será reconhecido como presidente. “Seremos oposição firme a Michel Temer. Não o chamaremos de presidente. E vamos avaliar as medidas dele criticamente”, avisou a deputada Maria do Rosário (PT-RS).

A “nova oposição” tende a obstruir as matérias enviadas por Temer ao Congresso e anunciou que vai analisar cada caso, mesmo que as medidas sejam parecidas com as defendidas pelo governo Dilma Rousseff. O argumento para a rejeição das medidas é que Dilma tinha a legitimidade das urnas para enviar projetos e o peemedebista não. “Vamos ter dois presidentes: uma legítima e outro imposto em situação de golpe”, protestou a presidente do PCdoB, deputada Luciana Santos (PE).

PT e PCdoB culparam a oposição por criar dificuldades econômicas ao não aceitar o resultado das urnas em 2014 e acusaram os “golpistas” de interdição do governo . Os partidos de esquerda anunciaram que vão se opor à reforma trabalhista e da Previdência e se colocarão a favor de medidas tributárias para as faixas mais ricas, como a taxação de grandes fortunas.

O grupo comparou a situação do Brasil aos golpes parlamentares em países como Honduras e aposta que Temer não terá condições de unir o País. “Vai ter luta nas ruas e no Parlamento. Não vamos aceitar esse governo biônico”, disse Luciana Santos.

Invasão no Senado. Enquanto os aliados de Dilma promoviam um ato no Salão Verde da Câmara, uma legião de deputados circulava pelo Senado – mais de 400 deputados marcaram presença ontem na Câmara. Quem não foi ver de perto a sessão no Senado, se refugiou nos gabinetes. A cúpula que compôs a comissão especial do impeachment da Câmara, por exemplo, acompanhou a sessão pela TV na liderança do PTB, onde foi servido um farto café da tarde. / COLABORARAM LUCIANA NUNES LEAL, BERNARDO CARAM, RACHEL GAMARSKI e VALMAR HUPSEL FILHO

 

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