PT é o partido do não cansamos, diz Marta em Congresso

Congresso Estadual da legenda vira palco para defesa do governo a frente de 1.100 petistas

Clarissa Oliveira, do Estadão,

04 de agosto de 2007 | 13h31

A cerimônia de abertura do 3º Congresso Estadual do PT, realizada neste sábado, 4, na capital paulista, acabou se transformando em palco da reação do partido ao movimentos críticos ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à imprensa e à oposição. Ao mesmo tempo em que se formava uma manifestação na Avenida Paulista, algumas das principais lideranças do PT discursavam no centro da cidade atacando duramente o movimento "Cansei", a oposição e a imprensa.   "Este partido é o partido do não cansamos, porque já sabemos que fizemos, mas podemos fazer ainda mais", gritou a ministra do Turismo Marta Suplicy, para uma platéia de 1.100 delegados que participam da etapa paulista do Congresso. "Não cansamos de defender o governo Lula e vamos à rua defendê-lo. Vamos defender em cada esquina, cada escola e cada fábrica", completou.   Pouco antes da fala, Marta havia concedido uma entrevista na porta da quadra do Sindicato dos Bancários, que sediou o evento. Questionada sobre o movimento "Cansei", a ministra disse que o Brasil é um país democrático, mas ironizou as propostas do grupo. "O País é democrático e eles se manifestam como desejam, desde que vistam sua própria camisa", afirmou. "Quando você não veste a própria camisa, são movimentos que não correspondem", completou.   Encampando um discurso semelhante ao feito ao longo da semana passada, o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, aproveitou seu discurso no evento para retomar a tese de que o partido tornou-se alvo de uma ofensiva articulada pela mídia e pela oposição. "Eles sabem que não podem vencer esse jogo, mas eles tentam equilibrar o jogo", disse Berzoini, dizendo se referir à "campanha sórdida" comandada não apenas por "adversários políticos", mas também por "adversários midiáticos". "A cada fato isolado vão tentar construir uma tese", afirmou.   Antes do início da cerimônia, os movimentos críticos ao governo também foram comentados pelo ex-ministro José Dirceu. "Os movimentos são legítimos, o cansei, qualquer movimento", afirmou, acrescentando que o PT precisa marcar posição e defender o governo federal. "É legítimo. Quer fazer oposição tem que fazer. O que não pode é ser hipócrita, ser cínico, dizer que não é contra o governo", completou.

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