PT e movimentos sociais se unirão em manifestações contra impeachment

Colocamos o PT em clima de mobilização permanente', diz o presidente da sigla, Rui Falcão; apoio dos grupos é visto como essencial para o partido na estratégia de combater o processo de impedimento contra a presidente

Ana Fernandes e Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2015 | 18h57

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, exaltou a participação de lideranças de movimentos populares na reunião da direção do partido em São Paulo, nesta sexta-feira, 4. O apoio dos movimentos é visto como essencial para o partido na estratégia de combater o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. "Colocamos o PT em clima de mobilização permanente, várias manifestações vão ocorrer nos Estados, já programadas", disse.

Segundo Falcão, participaram da reunião da Executiva Nacional, líderes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Levante Popular da Juventude, Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Central de Movimentos Populares (CMP).

 

A mobilização dos movimentos é uma forma de tentar contrapor a possível mobilização de grupos pró-impeachment que já marcam manifestações para a semana que vem - os três principais são Vem Pra Rua, Movimento Brasil Livre e Revoltados Online. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai entrar em campo para ajudar nessa mobilização.

Falcão confirmou que ele estará com os movimentos na segunda, 7, em um evento com intuito de promover o "convencimento do combate ao golpe, a defesa da democracia e do mandato da presidenta". Ainda segundo o presidente do PT, as mobilizações se unirão a eventos que diretórios estaduais do partido já tinham marcado para trazer novos filiados - São Paulo vai receber 500 novos filiados em evento amanhã. Alguns presidente estaduais, além de deputados, participaram do encontro nesta sexta com a direção nacional.

'Tentativas espúrias'. Rui Falcão destacou que alguns dos movimentos sociais aproveitaram os eventos de mobilização para continuarem a levantar a bandeira do "Fora Cunha". "Eles entendem que Cunha sintetiza a sustentação de pautas conservadoras no Congresso Nacional, contra as mulheres, contra a juventude, pretendendo suprimir direitos dos trabalhadores", afirmou.

O dirigente lembrou que a resolução do partido que saiu do encontro condenou as "tentativas espúrias de barganha" promovidas por Cunha, segundo eles, para se salvar do processo que sofre no Conselho de Ética da Câmara. Falcão repetiu que a decisão dos deputados petistas votarem contra os interesses de Cunha no Congresso - promovida por ele próprio - ajudou efetivamente o PT a se reaproximar dos movimentos sociais.

"Os movimentos saudaram a decisão do PT (de se contrapor a Cunha). Isso reunificou toda a base petista e que trouxe de volta para uma luta comum todos esses movimentos", defendeu. O dirigente disse que PT e movimentos caminharão para "pautas unitárias", com interesses comuns alinhados em torno, por exemplo, da reforma política, da reforma tributária e do aprofundamento da reforma agrária. 

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