PT e Lula devem explicações sobre tesoureiro, diz Alckmin

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira que cabe ao PT e ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva dar explicações sobre as irregularidades nas quais o tesoureiro na campanha petista, José de Fillipi, prefeito de Diadema, está supostamente envolvido. "Eles estão devendo explicações à sociedade, já no início da campanha com esta questão do tesoureiro", comentou. O Ministério Público de São Paulo decidiu investigar a origem de parte do dinheiro do novo tesoureiro de campanha de Lula, para apurar a origem dos recursos usados por Filippi para pagar multa judicial de R$ 183,3 mil. O pagamento, feito em dezembro de 2003. O prefeito foi condenado a ressarcir os cofres municipais do prejuízo causado por conta da cessão de outdoors da prefeitura à CUT para divulgar as comemorações do Dia do Trabalho e mensagens contra a reforma da Previdência do governo Fernando Henrique.ReeleiçãoEle disse não acreditar que o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), e o candidato tucano ao governo paulista, José Serra, vão desembarcar de sua campanha, por ele ter assumido mais enfaticamente a postura de que, se eleito, não trabalhará pelo fim da reeleição. Dentro do PSDB, Aécio e Serra, são contados para disputar o Planalto em 2010."Não há nada disso. Acho até que seria uma desconsideração, tanto com Aécio quanto com Serra, achar que eles apoiariam, ajudariam ou deixariam de ajudar em razão disso. Seria descortês e deselegante com eles", afirmou.Alckmin destacou que a decisão cabe ao Congresso. Da mesma forma que não pretende trabalhar pelo fim da reeleição, disse ele, também não fará esforço para a manutenção. "Eu não vou trabalhar para manter, não", afirmou, lembrando que os tucanos apoiaram a reeleição quando ela foi implantada. "Não pode ficar ao sabor do momento e da circunstância", sinalizou.Apesar de insistir que não trabalhará pelo fim da reeleição, Alckmin não quis assumir o compromisso de que, se eleito, não tente um novo mandato. Mas sugeriu que o que pretende "é, se Deus quiser, ser eleito e fazer um bom mandato de quatro anos".PCCAlckmin confirmou ter informações sobre as declarações dadas hoje à CPI do Tráfico de Armas, em Brasília, pelo ex-secretário Nagashi Furukawa (Administração Penitenciária), de que os ataques promovidos pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) tinham como pano de fundo o objetivo de desestabilizar sua candidatura ao Planalto. "Têm gravações comprovando. Eu não ouvi e não tenho detalhes, mas acho que cabe e merece uma investigação profunda, porque, se confirmada, é grave."

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