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PT e Lula chamam, nas redes sociais, para manifestações desta quinta contra 'golpe'

Atos estão previstos para acontecerem em mais de 60 cidades no Brasil e exterior; ex-presidente deve participar em Brasília

Ana Fernandes, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2016 | 17h19

O perfil oficial do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Facebook e as páginas do PT na internet se mobilizam para chamar para os atos previstos para esta quinta-feira, 31, batizados pelos movimentos de "Dia Nacional de Luta pela Democracia e Contra o Golpe". Parte dos grupos também usa o termo "Jornada Nacional pela Democracia". Só nesta quarta-feira, 30, a página de Lula na rede social tem quatro postagens chamando para as manifestações, com a hashtag #GolpeNuncaMais.

Em uma das postagens, o perfil do ex-presidente lembra o 30 de março de 1964 - os atos foram marcados para amanhã em função do aniversário do golpe militar. "30 de março de 1964: tempos sombrios se aproximavam do Brasil", diz o post, com link para uma página do Memorial da Democracia - ligado ao Instituto Lula. A página do memorial traz informações do último discurso de João Goulart como presidente, em que Jango falava do "clima de intrigas e envenenamento" contra seu governo.

O perfil de Lula também postou vídeos de personalidades chamando para os atos deste dia 31. "Impeachment sem crime de responsabilidade é golpe de Estado, nós todos sabemos disso. Temos que impedir essa violência contra a democracia", diz Fernando Pimentel (PT), governador de Minas, em um dos vídeos postados por Lula. O vídeo contava, até as 16h, mais de 1,7 mil curtidas e 400 compartilhamentos.

O PT criou um slogan e uma logomarca para as redes: "31 de março, dia de defender a democracia. Eu Vou!", com as cores da bandeira do Brasil e o 'eu vou' em vermelho, além da estrela do PT, pequena, mas presente na imagem. No site oficial do partido, há uma chamada na capa para os atos, com uma agenda das mobilizações pelo País. Há informações de atos em mais de 60 cidades, incluindo no exterior como Nova York, Londres, Lisboa e Buenos Aires.

O ex-presidente Lula deve participar do ato em Brasília, segundo informou a Central Única dos Trabalhadores (CUT), ao lado do presidente da central, Vagner Freitas. Na capital federal, está prevista uma passeata do estádio Mané Garrincha até a Esplanada dos Ministérios, com concentração a partir das 14 horas. A assessoria de Lula ainda não confirma a participação dele.

Em São Paulo, a principal mobilização será na Praça da Sé, na região central, a partir das 16h. No Rio de Janeiro, a manifestação está marcada também para as 16h no Largo da Carioca.

Apesar de ter como principal bandeira manifestações contra o impeachment de Dilma, os atos de amanhã reúnem grupos mais e menos próximos do PT e do governo. Estarão unidas nas ruas duas frentes: Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo. A primeira tem a CUT, mais alinhada ao governo, a segunda tem entre seus integrantes o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, comandada por Guilherme Boulos, e de postura mais refratária à gestão petista.

Além da "defesa da democracia", os movimentos prometem levar outros dois "eixos" de reivindicação às ruas. Um é contra o ajuste fiscal e outro focado apenas em críticas à reforma previdenciária. 

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