PT e Delúbio interpelam Tasso no Supremo

"O projeto (PPP) do jeito que está é roubalheira para o Delúbio deitar e rolar". Autor da frase publicada na semana passada pelo Estado, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) deverá ser notificado em breve pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para que explique em detalhes se deu realmente a declaração e em que circunstâncias.Advogados do PT e do tesoureiro do partido, Delúbio Soares de Castro, querem que, no caso de confirmação da frase, o senador diga se a suposta roubalheira é atribuída à legenda ou a Delúbio. Tasso terá de dizer em que consiste a suposta roubalheira. "Delúbio, referido na frase, ´deitará e rolará´ na roubalheira, como tesoureiro do Partido dos Trabalhadores ou como mero cidadão?", indagam o partido e o tesoureiro no documento entregue ao STF.Os advogados responsáveis pelo caso, Pedro Raphael Campos Fonseca e o ex-procurador-geral da República Aristides Junqueira, afirmam no final do pedido protocolado no STF que as respostas às indagações são imprescindíveis para que o PT e Delúbio decidam a respeito de possível ajuizamento de ação penal contra Tasso no Supremo, que é o tribunal responsável por julgar processos contra autoridades como senadores."O período (frase) foi colocado entre aspas pelos repórteres, pelo que não se pode, a princípio, duvidar de que o senador Tasso Jereissati, de fato, em conversa informal com outro senador, disse que o projeto de lei relativo a parcerias entre o público e o privado, tal como redigido, ´é a roubalheira para o Delúbio deitar e rolar´", afirmam os advogados."Mas, tendo em vista que ao cargo de senador da República é devido respeito, principalmente pelos seus ocupantes, custa, aos notificantes, crer que a frase ofensiva, de tão grosseira, tenha sido proferida pelo notificado", acrescentou a defesa. De acordo com os advogados, é inquestionável que da frase se infere ofensa à honra do PT e de Delúbio.Conforme a reportagem publicada no dia 13 pelo Estado, os partidos de oposição tinham manifestado no Senado temor do uso eleitoral das parcerias público privadas (PPP) pelo governo. Na ocasião, Tasso Jereissati disse ao senador Tião Viana (PT-AC), longe dos microfones, que temia a atuação de Delúbio caso a proposta fosse aprovada antes das eleições.

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