Valeriza Goncalvez/AE
Valeriza Goncalvez/AE

PT e centrais sindicais protestam em SP contra CPI da Petrobras

Manifestantes principalmente da CUT e UGT se uniram das 10 horas até as 16 horas em defesa da Petrobras

Gustavo Uribe, da Agência Estado,

19 de junho de 2009 | 17h04

Sob as palavras de ordem de "A Petrobras é nossa" e "CPI é manobra da direita", cerca de 150 pessoas, entre políticos do PT e representantes de centrais sindicais, participaram nesta sexta-feira, 19,  de ato público em frente à sede da Petrobras na Avenida Paulista. Manifestantes principalmente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da União Geral dos Trabalhadores (UGT) se uniram das 10 horas até as 16h em defesa da Petrobras e contra a CPI criada no Senado para investigar irregularidades na estatal e na Agência Nacional do Petróleo (ANP). De acordo com os organizadores, eram esperadas três mil pessoas para o ato.

 

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A manifestação de hoje faz parte de uma série de protestos programados para junho por entidades como a CUT, a UGT, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e a União Nacional dos Estudantes (UNE). Nomeada de "O Petróleo tem que ser nosso!", a agenda de protestos visa pressionar o governo federal por mudanças em artigos da Lei do Petróleo. Os protestos defendem que a Petrobras volte ao controle total do Estado e a revogação de artigo da lei que marca o fim do monopólio estatal sobre a produção e refino de petróleo.

 

Na Avenida Paulista, dois carros de som tomaram a calçada em frente à sede da empresa e não causaram transtornos ao trânsito de veículos. Quatro policiais militares e dois fiscais da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) monitoraram o trânsito no local. Cinco grandes balões de ar com os símbolos da CUT e do Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia) foram colocados junto ao prédio da Petrobras.

 

CPI

 

O principal alvo dos manifestantes foi a CPI do Senado que vai investigar irregularidades na estatal. "A CPI é um instrumento político para prejudicar a Petrobras e criar problemas para a empresa", afirmou Antonio Carlos Spis, integrante da executiva nacional da CUT.

 

"O que a gente percebe é que essa CPI é mais um ataque ao patrimônio público. No fundo, a oposição está preocupada com as eleições de 2010", criticou o deputado estadual Marcos Martins.

 

O deputado estadual Adriano Diogo (PT) também criticou a oposição. "É uma estratégia eleitoral para 2010. É papel do TCU (Tribunal de Contas da União) e de outras instituições investigar a empresa. Uma CPI é desnecessária."

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