AFP PHOTO / NELSON ALMEIDA
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PT do Senado discute questionar procuradores por denúncia contra Lula no CNMP e na PGR

Integrantes do partido consideram que há dois principais pontos a serem discutidos: o suposto uso de trechos de uma delação premiada rejeitada do empreiteiro Léo Pinheiro e também a deturpação da fala do ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa

Ricardo Brito, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2016 | 18h34

BRASÍLIA - Em reunião nesta segunda-feira, 19, com a presença do presidente do PT, Rui Falcão, integrantes da bancada do partido no Senado discutiram com a área jurídica da liderança da legenda para questionar a atuação dos procuradores da Operação Lava Jato em razão da denúncia movida na semana passada contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Petistas avaliam entrar com pedidos no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e na Procuradoria-Geral da República (PGR) para verificar se os integrantes da Força-Tarefa cometeram alguma falta funcional ou até mesmo o crime de falsidade ideológica ao ofereceram a acusação criminal contra Lula.

Integrantes do PT consideram que há dois principais pontos a serem discutidos: o suposto uso de trechos de uma delação premiada rejeitada do empreiteiro Léo Pinheiro na denúncia contra Lula e também deturpação da fala do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, outro delator; e a fala de procuradores que acusaram o ex-presidente de ser o “comandante máximo” do esquema de corrupção na estatal, embora ele não tenha sido denunciado pelo crime organização criminosa.

Uma decisão sobre mover alguma representação deverá ser tomada esta semana.

Reformas. No encontro, que contou com a presença do líder do PT na Casa, Humberto Costa (PE), e os senadores petistas José Pimentel (CE), Paulo Rocha (PA) e Fátima Bezerra (RN), o grupo definiu que é necessário fazer uma atuação conjunta com a liderança da oposição no Senado e as lideranças do PT e da minoria na Câmara a fim de unir esforços no combate ao governo Michel Temer.

Os petistas elegeram a PEC do Teto dos Gastos, que fixa um limitador para o crescimento das despesas públicas, como a principal medida da gestão Temer a ser combatida. Eles querem uma atuação coordenada das assessorias para tentar barrar, ainda na Câmara, a aprovação da matéria.

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