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PT do RS fecha chapa majoritária sem Dilma

Decisão reduz chance de a presidente cassada concorrer a um cargo eletivo nas disputas de 2018; ela ainda tem como opção se lançar por MG

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

01 Dezembro 2017 | 05h00

O Diretório Estadual do PT no Rio Grande do Sul marcou para o dia 9 de dezembro o anúncio da chapa majoritária que vai concorrer às eleições estaduais de 2018. A presidente cassada Dilma Rousseff não faz parte da chapa que tem o ex-ministro Miguel Rossetto como pré-candidato ao governo e o senador Paulo Paim como indicado para disputar a reeleição. 

A segunda vaga ao Senado e a vice de Rossetto serão oferecidas a possíveis aliados, de acordo com dirigentes do PT estadual. Com isso, as opções para Dilma concorrer a algum cargo eletivo nas eleições do ano que vem foram reduzidas. 

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Em reunião realizada no início da semana para definir o lançamento das pré-candidaturas, Dilma foi consultada e liberou o partido para usar as vagas na composição de alianças. “Não estou avaliando isso no momento”, disse ela, segundo relatos de participantes do encontro.

Segundo o deputado Pepe Vargas, ex-ministro de Dilma e presidente do PT gaúcho, embora a chapa já esteja fechada, a presidente cassada ainda pode ser candidata pelo Rio Grande do Sul “em qualquer hipótese”.

Minas. De acordo com pessoas próximas a Dilma, uma das opções é uma candidatura ao Senado por Minas, seu Estado natal. A presidente do PT mineiro, Cida de Jesus, fez um convite público para que a presidente cassada dispute o pleito de 2018, mas com a demora de Dilma em se decidir outros nomes já ocupam o espaço. 

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Uma ala do PT mineiro defende a candidatura do deputado Reginaldo Lopes (MG) ao Senado. Outra prefere que as duas vagas sejam oferecidas a aliados em troca de apoio à reeleição do governador Fernando Pimentel (PT).

Resistência. Dirigentes do PT de Minas são refratários à participação de Dilma nas eleições locais do ano que vem. Eles temem que a presença da presidente cassada contamine a disputa estadual com temas nacionais e dificulte a reeleição de Pimentel.

Além disso o empresário Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar (morto em 2011), hoje filiado ao PMDB, também é cotado para a vaga. Josué concorreu ao Senado em 2014, mas não foi eleito. 

Segundo fontes do PT, ele sinalizou que gostaria de voltar a concorrer em 2018. No entanto, Josué é considerado o “vice dos sonhos” para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com lideranças petistas, a possibilidade de Dilma concorrer ao Senado por Minas depende de Josué aceitar ser o vice de Lula. 

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