PT do Amapá protestou contra a participação de Lula em programa de adversários

Petistas amapaenses falam do constrangimento que estão passando por causa da atitude de Lula

Alcinéa Cavalcante, Especial para O Estado de S.Paulo

10 de setembro de 2010 | 13h34

A participação do presidente Lula no horário eleitoral pedindo votos para os candidatos ao Senado Gilvam Borges (PMDB) e Waldez Góes (PDT), de coligações adversárias à coligação PT-PSB, levou o PT do Amapá a escrever uma carta aberta à direção nacional do partido e à coordenação da campanha de Dilma. O documento foi divulgado antes de operação da PF deflagrada nesta sexta-feira, 10, que levou à prisão do governador do Estado, Pedro Paulo, e de mais 17 pessoas.

 

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Na carta, os petistas amapaenses falam do constrangimento que estão passando por causa da atitude de Lula. Dizem que estão sendo motivo de chacotas no Twitter, blogs e jornais e pedem "encarecidamente" aos "companheiros" Lula, Dilma, ministros de Estado e membros da direção nacional que respeitem as decisões e deliberações do PT do Amapá e gravem programas de rádio e televisão para os candidatos da coligação PT-PSB Camilo Capiberibe (governo) e João Capiberibe e Marcos Roberto (Senado) e não mais para os adversários.

 

No documento, o PT do Amapá informa que tentou coligar com o PP e com o PDT e que isso só não foi possível porque foi tratado pelos dois como partido de segunda categoria, sendo forçado então a coligar-se com o PSB.

 

Ainda na carta, o PT assume que em 2006 lançou um candidato laranja ao governo "para servi única e exclusivamente aos interesses do PDT" e que desde aquele ano está com a imagem arranhada no Estado e que a participação de Lula no horário eleitoral dos adversários agravou a situação do partido no Amapá, ridicularizando o PT, seus dirigentes e filiados.

 

A carta está publicada no Página 13, site oficial da tendência "Articulação de Esquerda".

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