PT diz não acreditar em crime comum

O presidente do Partido dos Trabalhadores, deputado José Dirceu (SP), disse hoje pela manhã, durante o Fórum Social Mundial, não acreditar que o assassinato do prefeito Celso Daniel (PT) tenha sido um crime comum. "Precisamos ter cautela e aguardar a conclusão do caso, mas queremos deixar claro que no Brasil não existe crime comum, o que existe é crime organizado. Enquanto o governo insistir nisso, todos irão pagar muito caro", disse.Dirceu criticou a divulgação de fatos relacionados ao assassinato pela polícia. Segundo ele, é preciso que a polícia não fique tirando conclusões apressadas e divulgando tudo sem saber a verdade. "Precisamos saber, primeiro, se esses fatos condizem com a verdade, se o cativeiro encontrado foi o mesmo no qual ficou Celso Daniel ou se tem alguma coisa plantada."Lula disse que os assassinatos dos prefeitos Toninho, de Campinas, e de Celso Daniel ainda estão entalados em sua garganta: "Só vou desentalar quando anunciarem os responsáveis por esses crimes." O presidente de honra do PT voltou a criticar a atitude do governo federal, que na quarta-feira encaminhou uma mensagem ao Congresso Nacional com suas prioridades e deixou de fora a área da Segurança Pública. Ameaças - "Não estamos preocupados só com a morte do Celso Daniel. Chacinas como essa ocorrem diariamente com cidadãos comuns, na periferia do nosso País", criticou Lula. Ele afirmou que as ameaças e cartas aos membros do PT continuam, mas que o partido não vai se amedrontar. "Não vamos baixar a cabeça por conta disso, pois é possível que isso tenha ligação com 2002 (eleições)."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.