PT diverge sobre contratação de parentes

Mesmo com a repercussão negativa e a orientação da executiva nacional para não contratar parentes de até terceiro grau, o nepotismo continua provocando divergências nas administrações do PT. O prefeito reeleito do município de Camaragibe (PE), Paulo Santana, prometeu demitir a sobrinha Roseane Santana do cargo de chefe de departamento da Secretaria de Planejamento, mas manteve, com aval do diretório regional, a cunhada Terezinha Lopes como secretária de Governo. Roseane e Terezinha, nomeadas no primeiro mandato de Santana ganham R$ 872 e R$ 2.700 mensais, respectivamente. "Além de não ser parente consangüínea, Terezinha é militante ativa", justificou a presidente regional do partido, Vera Gomes.O presidente do PT, José Dirceu, que, na semana passada, deu um "ultimato" aos governantes para acabarem com o nepotismo, disse nesta sexta-feira que o tema é "assunto vencido". "A questão está a cargo dos diretórios regionais e municipais."O presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva limitou-se a fazer um breve comentário nesta sexta-feira sobre o caso de sua nora Carla Ariane Trindade da Silva, que desde 1993 ocupa cargos comissionados em administrações petistas do ABC. "Não sou prefeito, não sou deputado, não existe nenhum item na certidão de casamento de minha nora dizendo que ela é minha dependente. Desde quando isso é nepotismo?", perguntou Lula.

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