PT discute estratégia para eleições em SP na segunda

O Partido dos Trabalhadores (PT) faz na segunda-feira o primeiro encontro para definir a estratégia eleitoral à sucessão do governador José Serra (PSDB) em São Paulo. Na reunião, às 10h, na sede do partido na capital paulista, serão ratificados os nomes dos pré-candidatos a governador em 2010: os deputados federais Arlindo Chinaglia e Antonio Palocci, o ministro da Educação, Fernando Haddad, a ex-ministra do Turismo Marta Suplicy e o prefeito de Osasco, Emídio Souza.

GUSTAVO PORTO, Agencia Estado

30 de setembro de 2009 | 10h49

"Será a primeira conversa sobre tática eleitoral da executiva estadual ampliada com a participação das bancadas federal e estadual, os pré-candidatos a governador, os senadores e os membros da executiva nacional que são de São Paulo", disse Edinho Silva, presidente estadual do partido. Após a definição dos pré-candidatos, o PT paulista terá conversas individuais com eles, na tentativa de buscar um nome de consenso para disputar o governo de SP.

No sábado, o PT inicia as reuniões, com encontros em Bauru, Lençóis Paulista e Presidente Prudente, para debater o programa de governo. Mas a resolução "Derrotar PSDB/DEM para São Paulo Avançar", aprovada em 30 de maio, já deu as linhas de ação do partido na corrida eleitoral de 2010. Além do ataque direto aos tucanos, o documento relata que o PT vai insistir na divulgação da participação do governo federal em obras estaduais. Segundo o texto, o governo federal é "fiador do governo José Serra em financiamentos internacionais, que somam mais de US$ 4 bilhões", para obras como as do Metrô, Rodoanel e de recuperação de rodovias, entre outras.

Os acordos políticos para 2010 também serão definidos a partir da próxima semana, quando já estiver encerrado o prazo para mudanças partidárias. Além do PSB, PDT e PC do B, o PT também insistirá no apoio de lideranças do PMDB, que em São Paulo estão com Serra, mas que em nível nacional caminham para apoiar a candidatura da ministra Dilma Rousseff.

"Até agora as coligações estão todas tranquilas, mas precisamos esperar os próximos dias, um período tumultuado, quando termina o prazo de mudança de filiação", disse Edinho Silva. "Mas o PT está tranquilo, temos a linha de candidatura própria e vamos apresentá-la aos aliados."

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