PT deve abrir exceção para aliança com PSDB em MG

Dirigente do partido consideram aliança perigosa, por alegar que dobradinha dá força ao governador Aécio

VERA ROSA, Agencia Estado

24 de março de 2008 | 18h06

A cúpula do PT deve abrir "exceções" na orientação geral de proibir   alianças com o PSDB e o DEM nas eleições municipais e deixar a decisão sobre a parceria com os tucanos em de Belo Horizonte para o diretório da capital mineira. Na prática, significa uma brecha para a aprovação da polêmica união. Mesmo assim, a reunião do Diretório Nacional do PT, que acontece nesta segunda-feira, 24,  em Brasília - com o objetivo de definir as diretrizes para coligações neste ano -, mostra que o namoro entre petistas e tucanos divide não apenas o partido, como integrantes das mesmas correntes internas.   Veja Também:    Pimental fala à TV Estadão sobre aliança PSDB-PT Alencar e Costa fazem ofensivaMuitos dirigentes do PT consideram a parceria complicada, sob a alegação de essa dobradinha dá força ao governador de Minas, Aécio Neves (PSDB). "É natural que uma cidade com a relevância de Belo Horizonte tenha papel importante na sucessão do presidente Lula em 2010 e, por isso, devemos analisar esse caso de forma cuidadosa", afirmou o deputado José Eduardo Martins Cardozo, secretário-geral do PT. Para ele, a cúpula petista precisa avaliar o acordo como uma exceção. "O PSDB e o DEM são nossos adversários, mas acho natural que sejam consideradas particularidades no exame das políticas de alianças."A opinião é compartilhada pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT). "Está claro que há divergências no projeto político do PT e do PSDB, mas também há acordos", disse o governador. "É possível que uma parceria firmada agora não provoque impacto daqui a dois anos, até porque 2010 é outra eleição", afirmou.Porém, para o ex-prefeito de Porto Alegre Raul Pont, o PT deve obrigar o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, a desmanchar o trato com o governador Aécio. "Se esse acordo for adiante, estaremos mortos, trucidados pelos eleitores, porque ninguém vai entender essa parceria com o PSDB." Apesar de integrar o grupo Mensagem ao Partido - mesma corrente de Cardoso e do ministro da Justiça, Tarso Genro -, Pont discorda da brecha para alianças. "Sou contra o acordo em Belo Horizonte, porque tudo indica que isso que está sendo costurado não é para 2008, mas prevê desdobramentos em 2010."

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