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PT defende proporcionalidade no comando do Legislativo

O líder do PT, senador Aloizio Mercadante (SP), defendeu hoje que os partidos respeitem o princípio da proporcionalidade na escolha dos presidentes do Senado e da Câmara. Ou seja, que o PMDB deveria indicar o presidente no Senado e o PT, o da Câmara. "Nós somos solução. Não seremos problema na composição do Senado", disse Mercadante, ao final de reunião entre senadores eleitos pelo PT com o presidente do partido, José Eduardo Cardozo.

CAROL PIRES, Agência Estado

18 de novembro de 2010 | 17h59

"Nós queremos que seja respeitada a vontade popular. Portanto, a presidência do Senado caberia ao PMDB", completou o petista. O PT, de acordo com ele, quer comandar a Primeira Secretaria da Casa, considerado um feudo do DEM. O PMDB ficará com 20 senadores na próxima legislatura e o PT, com 13. Na Câmara, o PT tem 88 deputados federais eleitos e o PMDB, 79.

"Achamos que na Câmara a presidência deveria ser do PT, que é a maior bancada", disse o senador. "Se houver qualquer alteração nesse quadro, queremos dialogar também no Senado."

PT e PMDB travam uma batalha pela presidência da Câmara dos Deputados. Esta semana, à revelia do PT, os peemedebistas anunciaram a formação de um "blocão" com cinco partidos (PMDB, PR, PP, PSC e PTB) que, juntos, seriam donos de 220 das 513 cadeiras da Casa.

No Senado, os partidos também negociam a formação de blocos partidários. Mercadante afirma, porém, que a composição desses grupos não alteraria a composição da Mesa Diretora. O PT, segundo o líder, negocia a formação do grupo com o PR, PSB, PCdoB, PRB e PDT. Apenas este último não faz parte hoje do bloco de apoio ao governo.

"Não faremos bloco para alterar a proporcionalidade, mas para facilitar a vida das bancadas. Não faremos um bloco para ficar maior do que o bloco do PMDB", disse. O PMDB, em contrapartida, mantém negociações com PP, PSC e PMN. O tamanho das bancadas afetará a indicação dos presidentes das comissões temáticas.

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