PT defende mudança na articulação política no Senado

Às vésperas da nova votação do salário mínimo de R$ 260 na Câmara dos Deputados, o Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou hoje, em São Paulo, uma nova resolução de apoio ao aumento concedido pelo governo em maio. Por 12 votos a 5, a Executiva Nacional do PT rejeitou proposta da esquerda do partido para que a legenda fizesse um apelo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e negociasse um aumento maior para o mínimo. A direção ainda fez um balanço da derrota dos R$ 260 no Senado. O diagnóstico: a articulação política do governo na Casa deve mudar. Precisa de "mais atenção"."É preciso criar um espaço de articulação política e é o que pretendo fazer", disse o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (SP). "Vamos superar isso com trabalho e não há seqüelas." A líder do PT, Ideli Salvatti (SC), fez coro e ainda lamentou o fato de o governo ter muitos ministros oriundos da Câmara, mas apenas um do Senado. "O Senado se move num outro patamar, muito mais pelo prestígio - como um senador ser convidado para uma solenidade, ser lembrado com um telefonema." Ideli ainda fez restrições à atuação do ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo. "Nosso atual coordenador político, Aldo Rebelo, tem mais dificuldade no Senado por ser uma pessoa oriunda da Câmara. No Senado, ele ainda tem todo um trabalho a fazer de aproximação, diferentemente do ministro José Dirceu, que pelo fato de ter tido a tarefa de presidir o PT por muitos anos acabou tendo uma experiência acumulada de relação com vários senadores."

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