PT decide não prestar apoio incondicional a Sarney

A bancada do PT decidiu não prestar solidariedade incondicional ao presidente José Sarney (PMDB-AP). Depois de cerca de duas horas e meia de reunião que se estendeu ontem até as 23 horas, o partido acabou colaborando para enfraquecer Sarney ainda mais, ao fechar com uma proposta semelhante àquela apresentada à tarde ao próprio PSDB, que ponderou sobre a necessidade do senador peemedebista se afastar do cargo. A proposta do PT assemelha-se a uma intervenção branca. Sarney esperava o apoio total dos petistas.

CHRISTIANE SAMARCO, Agencia Estado

01 de julho de 2009 | 08h11

O líder petista Aloizio Mercadante (SP) relatou que a sugestão é para que se crie uma comissão formada por representantes dos partidos e por consultores do próprio Senado, com o objetivo de gerir a crise e promover a reforma estrutural profunda que a Casa e a sociedade exigem."Esta comissão vai se integrar à Mesa Diretora de forma complementar, porque o colegiado que compõe a Mesa tem mandato", observou o líder.

Um petista que participou do encontro explica que a decisão foi por um pacto de silêncio até que Mercadante e a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC), conversem com Sarney pela manhã. Depois da conversa, a bancada petista volta a se reunir ainda hoje.

Na prática, a comissão promoveria, no mínimo, uma espécie de intervenção branca, em que o colegiado se comprometeria com mudanças profundas como a extinção do serviço médico, do Interlegis e do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB). O petista lembra que Sarney não recusou a proposta do PSDB. Ficou de pensar sobre ela, mas acabou atropelado pelo líder tucano Arthur Virgílio (AM), que subiu à tribuna para revelar que Sarney recusara a oferta. "Queremos dialogar com a Mesa e para isto é indispensável a criação desta comissão", explicou Mercadante.

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