PT decide na terça posição sobre crise do Senado

Lula disse aos senadores petistas no jantar que o governo precisa e quer a aliança com o PMDB

03 de julho de 2009 | 11h41

A bancada do PT vai se reunir na próxima terça-feira, às 13horas, para tomar uma posição a respeito da crise no Senado. A informação foi dada na manhã desta sexta-feira, 3, pelo senador Paulo Paim (PT-RS), em pronunciamento da Tribuna do Plenário. A previsão era de que o partido já tivesse uma posição nesta sexta, após o jantar com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na noite de quinta-feira, 2. O adiamento da decisão não significa, contudo, que a bancada pretenda se rebelar contra as ponderações de Lula.

 

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Os petistas deixaram claro que não haverá confronto com o presidente do Senado, José Sarney, para não comprometer a governabilidade nem o projeto de poder do partido na sucessão de 2010, em que o PMDB é um aliado estratégico. O adiamento foi apenas uma cautela na expectativa de que alguma nova denúncia possa surgir e, com isso, o presidente Sarney decida, por ele mesmo, se licenciar do cargo.

 

Paim relatou encontro da bancada do PT com o presidente Lula, que defendeu apoio ao presidente do Senado. "A bancada se reunirá frente à situação da crise no Senado e, naturalmente, também vai analisar a posição do presidente (da República), que, em nenhum momento, enquadrou a Bancada. O Presidente colocou a sua posição em nome da governabilidade, em nome da democracia, em nome desta Casa e do Congresso Nacional, pensando, naturalmente, na importância da política de apoio aos projetos do governo aqui no Congresso Nacional", disse.

 

Mais cedo, o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), foi mais incisivo sobre a posição do presidente Lula. Ele reforçou que o presidente Lula disse aos senadores petistas no jantar que o governo precisa e quer a aliança com o PMDB. Segundo Mercadante, Lula disse não concordar com a proposta do PT de licença temporária para o presidente do Senado.

 

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que estava no jantar, disse que um dos principais argumentos que o presidente Lula usou no jantar de ontem com a bancada do PT para convencer os senadores a desistirem da ideia da licença do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi sua própria experiência na presidência da República. "Se a cada momento que tivesse algo em meu governo, eu tivesse que me licenciar, ficaria muito difícil a governabilidade", disse Lula, segundo relato do senador.

 

 

 

As informações são da Agência Senado.

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