PT de Pernambuco tenta unir diretório para fazer frente a Campos

Diretório local perdeu força depois de racha em 2009; estratégia das alas adversárias será dividir a presidência estadual da legenda

Ângela Lacerda, O Estado de S. Paulo

22 de novembro de 2013 | 19h54

Recife - O rachado PT de Pernambuco tenta voltar a se unir, na intenção de se fortalecer para fazer frente ao atual governo de Eduardo Campos (PSB), que conta com apoio de 14 partidos. O primeiro passo foi um acordo firmado entre as alas adversárias que disputaram a presidência estadual da legenda.

Para evitar desgastes com a disputa do segundo turno pela presidência do PT-PE, prevista para este domingo, 24, os dois candidatos farão uma dobradinha na direção do partido. Teresa Leitão (Coletivo PT Militante), que ganhou com uma diferença de 58 votos, será a presidente por dois anos, tendo como vice o segundo colocado, Bruno Ribeiro (Construindo um Novo Brasil). Depois desse período, a situação se inverterá e Ribeiro assumirá à presidência, com Teresa na vice.

O PT pernambucano perdeu força depois da briga, em 2009, entre o deputado federal e ex-prefeito do Recife João Paulo (CNB) e o ex-prefeito João da Costa. O racha permitiu que o PSB do governador Eduardo Campos lançasse candidato próprio à prefeitura, no ano passado, e vencesse a disputa. Até então o PT apoiava o PSB no governo estadual e o PSB apoiava o PT na prefeitura da capital.

Com o racha, uma ala do partido ficou ainda mais próxima do PSB, fase que agora deverá ser encerrada. Em setembro, Campos entregou os cargos ocupados pelo seu partido no governo federal e deu início ao fim da aliança com o PT em Pernambuco. O gesto foi um sinal dos planos eleitorais do governador, provável candidato à Presidência em 2014. Um mês depois, o PT também entregou os cargos no governo pernambucano.

Tudo o que sabemos sobre:
PTeleiçõesPernambuco

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.